Bolsas domésticas fecham com altas superiores a 6%
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terça-feira, 22 de dezembro de 1998
Agência Estado 
Todo o mercado financeiro descartou, ontem, a hipótese de risco político nos Estados Unidos. As bolsas internacionais e domésticas dispararam, por acreditar piamente que haverá, no Senado norte-americano, uma solução negociada que será capaz de evitar a saída do presidente Bill Clinton. O índice Dow Jones operou em alta forte durante todo o dia, acusando ganho superior a 150 pontos durante boa parte da tarde.
As bolsas domésticas já abriram em alta e ampliaram significamente seu avanço após o exercício de opções, que terminou às 13h30. Livre das amarras, a Bovespa fechou com valorização de 6,19%, enquanto o índice futuro galgou 6,61%, para 7.495 pontos. O exercício não trouxe surpresas nem agitação. Foram exercidas as opções do Recibo de Telebrás até R$ 90,00 (RCTBL18).
O exercício foi responsável por um movimento financeiro de R$ 484 milhões na Bovespa, bastante fraco comparado às marcas da ordem de bilhões verificadas anteriormente. No total, a bolsa paulista movimentou R$ 981 milhões. A Bolsa do Rio também teve dia de valorização, fechando em alta de 6,14%.
A grande notícia da semana - quem ocupará o Ministério do Desenvolvimento - não chega a afetar diretamente os negócios. Mas possibilidade de o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros vir a ocupar a pasta divide as opiniões. Para alguns executivos, seria a solução perfeita para imprimir uma imagem de dinamismo na economia real no segundo mandato de Fernando Henrique. Já outros profissionais temem um revival do caso dos grampos, novamente colocando o governo no universo das chantagens.
O câmbio acompanhou a tranquilidade dos demais mercados financeiros. Até as 17h15, o fluxo cambial era positivo em US$ 37,6 milhões. O saldo líquido comercial era positivo em US$ 49,6 milhões e o flutuante negativo em US$ 12 milhões.


