France PresseComemoraçãoOperador da Bolsa de Taiwan se veste com roupas tradicionais da China: mercados se recuperamEscândalos sexuais? Insolvências na Ásia? O mercado financeiro mundial começou a semana com a sensação de que os problemas que o atormentaram em janeiro já são parte da memória da crise iniciada em outubro. Foi uma rodada de altas expressivas nas Bolsas mundiais ontem, com destaque para os mercados do Sudeste Asiático, que viram de volta os investidores estrangeiros. As Bolsas de Hong Kong (alta de 14,3%) e da Indonésia (14%) bateram recordes históricos, animadas com o acordo que permitiu à Coréia refinanciar US$ 24 bilhões em dívidas. A Bolsa de Cingapura subiu 13,73%; na Tailândia, +12,01%; Filipinas, +10,14%; Taiwan, +3,95%; e Tóquio, +0,89%. A exceção foi a Bolsa da Coréia, com baixa de 4,17%.
Com as altas nas Bolsas da Ásia e o esfriamento das acusações contra o presidente Bill Clinton, Wall Street voltou a viver um dia exuberante: o Dow Jones, índice da Bolsa de Nova York chegou a subir 200 pontos e encerrou o dia com alta de 2,55%.
O cenário acaba sendo bom para o Brasil. O caso Clinton parece enterrado de vez, o da Ásia nem tanto, mas a série de acontecimentos inspira uma sensação de maior normalidade no dia-a-dia.
Caso essa normalidade se confirme - ou pelo menos dure por mais algum tempo -, os investidores poderão começar a se preocupar com algo mais que salvar suas posições e reequilibrar o caixa, por causa das perdas nos mercados asiáticos. Será então a hora de definirem para onde irá seu dinheiro - e o Brasil, segundo analistas, é um dos principais candidatos a anfitrião do capital especulativo.
A entrada de novos investimentos, aliás, é o que falta para um novo impulso nas Bolsas brasileiras. Ontem, a Bovespa movimentou R$ 980 milhões, mas praticamente metade desse valor se deve ao leilão de um lote de ações preferenciais feito pela BNDESpar, a subsidiária do BNDES que possui participação em empresas. Descontado o valor negociado no leilão, a Bovespa movimentou cerca de R$ 500 milhões, bem abaixo da média de R$ 800 milhões do final do ano passado.
Foi esse pequeno volume, dizem analistas, que impediu que a Bovespa encerrasse o pregão de ontem com uma valorização maior. A Bolsa fechou com alta de 2,60%. No mercado de ações do Rio, a Bolsa registrou alta de 0,91% (I-Senn), com movimento financeiro de R$ 35,2 milhões. No mercado da Argentina, o índice Merval registrou valorização de 4,94%. Em Londres, o índice FT-100 registrou uma valorização de 2,57%.

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