France PresseTensãoOperadores da Bolsa de Tóquio durante pregão na semana passada: mercado global ainda preocupa As Bolsas tendem a continuar apresentando comportamento instável nos próximos dias. Segundo analistas, o pior momento da crise internacional parece ter passado, mas persistem fatores de incerteza, como a situação do Japão e da Coréia do Sul.
Internamente, a concorrência da renda fixa atrapalha as Bolsas, uma vez que os juros reais estão elevadíssimos. Nesse quadro, os investidores estrangeiros, que estão reavaliando o risco de países como o Brasil, deixam de aplicar em ações. Sem fluxo, fica difícil a recuperação desses mercados.
Mas, se o cenário externo se acomodar, o governo deve iniciar a redução dos juros, o que favoreceria as Bolsas. Além disso, depois das recentes quedas das cotações, o preço de muitos papéis ficou atraente. E, como o cronograma de privatizações foi mantido, os mercados acionários podem retomar trajetória de alta quando a situação voltar à normalidade.
O diretor de Investimentos do BFB, Alexandre Zakia Albert, entende que o investidor que tem dinheiro aplicado em ações não deve sacar agora. Quem sair neste momento deve acabar amargando prejuízo, já que, uma vez passada a turbulência, as Bolsas tendem a recuperar-se. Para quem está fora dos mercados de ações, Zakia Albert entende que é melhor esperar um pouco antes de entrar, ainda que o quadro esteja um pouco menos conturbado.
As opções No segmento de renda fixa, o diretor de Investimentos do BFB, Alexandre Zakia Albert, ainda recomenda os fundos de 60 dias DI (que seguem a variação do juro do CDI, título trocado entre bancos). ‘‘O prêmio pago por essas aplicações é alto, enquanto o risco é muito baixo’’, explica. Os fundos DI seguem a oscilação das taxas de mercado, protegendo o capital de eventual nova elevação dos juros. Os fundos prefixados são indicados para quem aposta na queda dos juros.
Para quem só pode aplicar por 30 dias, a caderneta aparece como a melhor opção neste mês, devendo pagar rendimento próximo do dos fundos de 60 dias. Na semana passada, alguns bancos chegaram a restringir o valor máximo dos depósitos em caderneta, porque a poupança passou a receber aplicações volumosas de investidores que pretendem apenas aproveitar a boa rentabilidade de novembro e depois sacar. Como o dinheiro é usado para financiamentos habitacionais, os bancos preferem os aplicadores fiéis, que mantêm os recursos por mais tempo.

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