A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em alta forte, de 2,57% e bom volume (para o dia, normalmente desacelerado) de R$ 510 milhões. O índice futuro avançou outros 2,23%. Na semana, a bolsa paulista acumula ganho de 12%. Os negócios estiveram tão tranquilos na tarde de ontem que nem houve os costumeiros rumores sobre o que as revistas semanais trarão em suas edições. A Bolsa do Rio também encerrou o pregão com valorização: 0,73%.
Mesmo com o sumiço do boato de que a Moody’s elevaria o rating do Brasil em breve, que animou os pregões no início da tarde, os investidores não perderam o pique. Houve compra pesada de Bradies brasileiros por parte de estrangeiros, o que levou o C-bond a subir 2,48%, para 67,062 centavos de dólar, enquanto o IDU valorizou 0,90%, para 95,350 centavos de dólar.
Fontes ouvidas pela Agência Estado dizem que o mercado não se assusta com a possibilidade de o ministro das Comunicações, Luís Carlos Mendonça de Barros, deixar o governo. Na visão destes profissionais, Barros cumpriu (bem) a obra inacabada de Sérgio Motta - privatização do Sistema Telebrás - e o risco de ser preterido no comando do Ministério da Produção não chega a incomodar. ‘‘A questão é política. O PFL e o PMDB vão brigar por mais espaço. Cabe ao presidente Fernando Henrique equacionar estas disputas’’, resumiu um diretor de mesa.
A tarde foi pacata no mercado de renda fixa, depois de uma manhã movimentada pelos rumores - que acabaram sendo desmentidos - de que a agência de classificação Moody’s estaria prestes a dar um ‘‘upgrade’’ para o Brasil, em seu rating.

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