France PresseColapso no sistemaInvestidor japonês se desespera: quebra da corretora Yamaichi provoca caos no mercadoA maior falência da história do sistema financeiro japonês provocou uma onda de sentimentos negativos nos mercados da região asiática, já fragilizados há várias semanas. No Japão, houve venda massiva de ações de corretoras e do setor bancário. O índice Nikkei, das principais ações de Tóquio, fechou o pregão matutino de ontem em forte queda de 5,11% (854.05 pontos) a 15.867,53. O mercado, vindo de feriado prolongado de três dias, ainda está absorvendo a notícia da quebra da corretora Yamaichi. Este foi o segundo maior declínio em pontos no ano.
O dólar subiu ao nível mais alto frente ao iene desde agosto de 1992, durante o pregão de ontem. A moeda japonesa era negociada a 127,69 ienes o dólar às 7h20 (de Brasília), ou 0,66% mais que o fechamento de ontem (126,85 por US$ 1). A alta do dólar é atribuída em parte ao sentimento de pessimismo a respeito do sistema financeiro japonês, agravado pela falência da corretora Yamaichi.
Os preços da ações sul-coreanas fecharam o pregão de ontem em baixa, com o índice Kospi em queda de 439,59 pontos, o pior desempenho desde 8 de julho de 1987, por causa de temores de que haja mais falências de grandes corporações e alta nas taxas de juros, afirmaram analistas locais.
Depois de forte queda no pregão matutino, o mercado amortizou as perdas na tarde por causa de compras dos fundos de pensão do país. O índice Kospi caiu 11,05 pontos, ou 2,45%. De acordo com os analistas, as notícias a respeito da Yamaichi Securities provocaram temores entre os investidores locais de que as instituições financeiras sul-coreanas também poderiam quebrar.
Também continuou a pesar forte no mercado o medo de que o FMI possa exigir condições duras demais de reestruturação do sistema financeiro, provocando falência de empresas mais frágeis.
Os negócios em Hong Kong também não foram poupados do pessimismo dos mercados sul-coreano e japonês. O índice Hang Seng fechou em recuo de 260,80 pontos, ou 2,46%, a 10.325,56, e flutuou entre a alta de 10.473,23 e a baixa de 10.300,26.
Corretores de Hong Kong afirmaram que os investidores estão receosos da situação das instituições japonesas. ‘‘Isso está fazendo as pessoas agirem cautelosamente’’, opinou Percy Au-Young, diretor de vendas da operadora DBS Securities.
A maioria das ações de Taiwan fechou em baixa ontem, apesar do índice principal ter fechado em leva alta de 0,05%. Nas Filipinas, houve queda na bolsa, também provocada pela onda negativa detonada pelo fechamento da quarta maior corretora japonesa. O índice das 30 principais ações da bolsa filipina perdeu 36,62 pontos, ou 2% a 1795,35. O índice já havia recuado 17,70 pontos na segunda-feira. Na bolsa da Indonésia, as ações voltaram a fechar em queda. Operadores afirmaram que a queda nas bolsa de valores de Tóquio, devido ao fechamento da corretora Yamaichi, que arrastou consigo os mercados financeiros asiáticos, provocaram fuga dos investidores locais e estrangeiros. O índice JSX (Jakarta Stock Exchange) fechou com prejuízo de 3,5%, ou 14.527, a 395,679.

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