Bolsas da Ásia apresentam queda acentuada; Xangai perde 2,5%
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Agência Estado 
As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quarta-feira, apesar da ligeira alta em Wall Street. O aumento na rentabilidade dos títulos soberanos europeus reacendeu os temores sobre a crise da dívida do continente.
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. O índice Hang Seng caiu 387,54 pontos, ou 2%, e encerrou aos 18.960,90 pontos. Das 46 blue chips, 44 fecharam no campo negativo. Entre as seguradoras de vida, China Life tombou 5,1% e Ping An baixou 5,8%. China Overseas Land perdeu 4,6%.
Já as Bolsas da China fecharam em baixa, também influenciadas pelas preocupações com menores entradas de capital líquido no país. O índice Xangai Composto recuou 2,5% e terminou aos 2.466,96 pontos. O índice Shenzhen Composto baixou 2,6% e encerrou aos 1.059,24 pontos. Destaque negativo para as empresas de metais: China Nonferrous Metal Industry's Foreign Engineering & Construction tombou 4,7%, Jiangxi Copper perdeu 3,7% e Chalco caiu 2,9%.
O yuan fechou estável ante o dólar, uma vez que as vendas para arbitragem da moeda chinesa se enfraqueceram, encobrindo a baixa da taxa de referência do banco central. No mercado de balcão, o dólar encerrou cotado em 6,3456 yuans, de 6,3465 yuans ontem. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,3509 yuans, de 6,3436 yuans ontem.
A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, sofreu com as incertezas sobre a capacidade de o novo governo da Itália resolver os problemas da dívida do país. O índice Kospi caiu 1,6% e terminou aos 1.856,07 pontos. As ações de construtoras e do setor químico lideraram a baixa. Daewoo E&C perdeu 3,8%, enquanto SK Innovation deslizou 3,6%.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan fechou em baixa, com os investidores reduzindo suas participações em ações diante dos contínuos temores sobre a dívida de países da zona do euro. O índice Taiwan Weighted recuou 1,38% e encerrou aos 7.387,52 pontos. Os papéis do setor bancário foram os mais atingidos. Mega Financial registrou queda de 3,2%, Chinatrust Financial recuou 3,7% e China Life retrocedeu 3,1%.
Na Austrália, a Bolsa de Sydney também encerrou em baixa, com as ações do setor de energia liderando as perdas do mercado amplo. O índice S&P/ASX 200 recuou 0,89% e fechou aos 4.247,40 pontos. Woodside, Santos e Origin anotaram quedas entre 1,6% e 3,1%. As mineradoras reverteram ganhos obtidos durante o dia: BHP Billiton, Rio Tinto, Newcrest e Fortescue retrocederam entre 0,3% e 1,4%.
Da mesma maneira, a Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou no vermelho. O índice PSE caiu 0,51% e terminou aos 4.341,62 pontos.
A Bolsa de Cingapura encerrou estável, em sessão volátil, em meio às baixas nos demais mercados asiáticos, refletindo a fragilidade do sentimento do investidor ante as preocupações com a crise da dívida da zona do euro. O índice Straits Times recuou 0,1% e fechou aos 2.807,44 pontos.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, terminou estável, em alta de 0,0,1% e fechando aos 3.814,09 pontos, com procura por ofertas à tarde em papéis de bancos e de empresas relacionadas a bens de consumo por fundos locais direcionando o índice para o terreno positivo, após operar no vermelho a maior parte do dia.
O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 1,2% e fechou aos 997,11 pontos, com compras na meia hora final da sessão por expectativas individuais dos investidores.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, fechou estável, aos 1.476,84 pontos, em linha com o declínio dos demais mercados regionais. As informações são da Dow Jones.


