A Bolsa de Valores de São Paulo recuou novamente ontem, pela quinta vez consecutiva. O mercado teve um dia marcado por fortes oscilações. Depois de operar em alta de 1,36%, a Bovespa inverteu o sinal, chegando a amargar baixa de 2,23%. No decorrer do dia, porém, parte da perda foi revertida, e o pregão fechou com queda de 0,61%.
A Bolsa abriu em alta, animadas pelo bom desempenho dos mercados asiáticos. No Japão os investidores reagiram bem à escolha de Keizo Obuchi para a liderança do Partido Liberal Democrata (PLD), o que faz dele praticamente o novo primeiro-ministro do país. A Bolsa de Tóquio subiu 1,07%.
Mas o comportamento do Índice Dow Jones impediu que a Bovespa interrompesse a série de quatro pregões de queda. A Bolsa nova-iorquina oscilou fortemente, ainda refletindo os reiterados alertas do presidente do Fed (banco central dos EUA), Alan Greenspan, a respeito da sobrevalorização das ações norte-americanas. Desde dezembro de 96 ele vem manifestando sua preocupação quanto ao que denominou ‘‘exuberância racional’’ dos mercados de ações. Segundo ele, a valorização na Bolsa de NY nos últimos anos é insustentável.
Se o cenário externo está um pouco nebuloso, a situação doméstica é diferente. Ontem circularam informações de que uma nova pesquisa eleitoral deverá mostrar que a vantagem do presidente FHC sobre o petista Lula está na casa dos 16 pontos. Mas a expectativa maior do mercado é em relação ao leilão da Telebrás, na quarta-feira. Se o governo obtiver um ágio expressivo sobre o preço mínimo de venda, as Bolsas podem ter alento importante.

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