As bolsas da Ásia fecharam no campo negativo hoje (23). Os temores sobre a economia dos Estados Unidos e da União Europeia voltaram a assombrar os investidores da região. Não houve negociações no Japão por ser feriado.

A Bolsa de Hong Kong apresentou queda pela sexta vez nas últimas sete sessões. Os temores sobre a crise da dívida da Europa e a contração na atividade manufatureira chinesa afastaram os investidores. O índice Hang Seng caiu 2,1% e fechou aos 17.864,43 pontos. As empresas chinesas lideraram a baixa entre as blue chips. China Shenhua Energy perdeu 3,6% e China Coal Energy despencou 5%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) deslizou 2,8% e China Life desabou 3,5%.

Já as Bolsas da China tiveram o sexto pregão seguido de baixa, com o aumento das preocupações sobre o crescimento da economia chinesa, após dados preliminares do PMI indicarem queda da atividade industrial no mês de novembro. O indice Xangai Composto caiu 0,7% e terminou aos 2.395,06 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 0,4% e encerrou aos 1.027,14 pontos. No setor bancário, China Merchants Bank baixou 0,5% e Shanghai Pudong Development Bank teve declínio de 0,7%. Entre as imobiliárias, China Vanke perdeu 0,3% e Poly Real Estate deslizou 1,8%.

O yuan subiu ante o dólar, seguindo as mudanças na taxa diária de referência fixada pelo banco central e ignorando a indicação de que a atividade industrial desacelerou em novembro. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3590 yuans, de 6,3608 yuans ontem. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,3498 yuans, de 6,3555 yuans na terça-feira.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve baixa de 2,4% e fechou aos 1.783,10 pontos. O sentimento dos investidores foi de cautela, com a redução do PIB do terceiro trimestre dos EUA e à espera do encontro dos ministros das Finanças da União Europeia na semana que vem. O setor automobilístico sofreu com a realização de lucros. Hyundai Motor caiu 2,3% e Hyundai Mobis deslizou 1,3%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou em baixa, com os investidores pessimistas sobre a possibilidade de qualquer tipo de progresso que atenue as incertezas vindas dos EUA e da Europa. O índice Taiwan Weighted recuou 2,77% e terminou aos 6.806,43 pontos. Os papéis de empresas do setor financeiro lideraram o declínio. Mega Financial caiu 3,8%, China Life desvalorizou 4,3% e First Financial perdeu 4%. No setor de tecnologia, HTC despencou 5,8%, ainda influenciada pela recente decisão desfavorável em sua disputa de patentes com a Apple.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, também ficou no vermelho, contaminada pelas notícias negativas vindas do exterior. Ações de mineradoras e financeiras lideraram as perdas do mercado geral. O índice S&P/ASX 200 recuou 1,98% e fechou aos 4.051,00 pontos. O setor de mineração caiu diante da expectativa negativa para os preços das commodities com a provável desaceleração da China. BHP Billiton e Rio Tinto recuaram 3,1% e 3,4%, respectivamente; Fortescue despencou 6,1%. Os maiores bancos caíram entre 2,3% e 3,3%, refletindo as preocupações vindas de fora do país.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou no vermelho, em sintonia com o resto da Ásia. O índice PSE retrocedeu 0,42% e encerrou aos 4.271,59 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou em baixa afetada por preocupações sobre potencial rebaixamento da nota da dívida da França e por dados econômicos fracos da China. O índice Straits Times cedeu 1.5% e fechou aos 2.676,57 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, teve baixa de 1,3% e fechou aos 3.687,01 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, recuou 0,32% e fechou aos 974,20 pontos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,3% e fechou aos 1.433,17 pontos. As informações são da Dow Jones.

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