Bolsas agradam amigos e comerciantes
As bolsas estilosas de narguilé não agradaram apenas os amigos de Luiz Felipe Pinto Mello e Luiz Fernando Romanoviski Malko, mas principalmente lojas de vários estados brasileiros que comercializam esse tipo de produto. Sucesso garantido, a aposta dos sócios agora são os novos modelos de bolsas. Antes, nosso público era somente quem fazia uso do narguilé, agora não. Estamos fazendo vários modelos de bolsas para atingirmos um público maior. Temos uma boa carteira de clientes e já estamos desenvolvendo novos modelos.
Malko e Mello estão fazendo contato para terem representantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. A gente quer divulgar esses novos modelos em outros estados para ampliar a produção, informou Malko.
Os sócios contam como surgiu a vontade de confeccionar as bolsas para o cachimbo de água. A gente carregava o narguilé em sacolas improvisadas. Têm peças que podem quebrar e eram ruim de transportar. Nossos amigos também reclamavam que não achavam uma bolsa especial para pôr o cachimbo. Até que um dia decidimos tentar fazer uma. Ficou tão boa que todos gostaram, contou Mello.
Foi aí que Mello e Malko perceberam que podiam fazer daquela ideia um negócio. Abriram então a Mello e Malko, na Vila Brasil, em Londrina. De posse de alguns metros de naylon e uma máquina industrial, foi dado início à produção. Fizemos uma bolsa e levamos para o dono de uma loja da cidade que vende este tipo de produto para ver se tinha comércio. Ele gostou e comprou na hora e já fez outras encomendas, lembra Mello.
O espírito empreendedor dos rapazes foi mais longe, ultrapassando fronteiras. Com 20 bolsas confeccionadas, eles partiram rumo a São Paulo, onde tentariam a divulgar o produto. Lá, houve interesse de lojistas da famosa Rua 25 de Março e também de um importador que vende para todo o Brasil. Ele (o importador) queria rápido e nos pediu 500 bolsas de uma vez. Levamos um baque. Não pensávamos que venderíamos tanto assim de uma só vez, lembra Mello.
De volta a Londrina e pensando numa forma de entregar as 500 bolsas no menor espaço de tempo possível, Malko e Mello resolveram contratar uma faccionista para ajudá-los. Pouco tempo depois, eles adquiriram três máquinas indústriais. Crescemos muito no início do ano passado, chegamos a confeccionar 200 bolsas por dia. Nessa fase de atividade intensa, eles tiveram cinco pessoas trabalhando temporariamente e as mantêm até hoje.
Além dos dois Malko ajuda na costura e Mello cuida da parte administrativa outras três pessoas trabalham na empresa, além da contratação do serviço via faccionistas. (V.B.)





