Bolsa volta a subir e saldo cambial é positivo
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terça-feira, 20 de outubro de 1998
Agência Estado 
A Bolsa de São Paulo agarrou-se a mais um pregão de valorização, a quinta sucessiva, da Bolsa de Nova York e fechou com alta de 1,89%. A maioria das Bolsas internacionais subiu ontem, apostando aparentemente em novo recuo dos juros básicos norte-americanos, na reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na reunião de 17 de novembro. A Bolsa nova-iorquina subiu 0,47%.
O volume financeiro na Bolsa paulista esteve em expansão e foi de R$ 511,405 milhões, com a participação de investidores estrangeiros na compra de ações, segundo operadores. A Bolsa do Rio também emplacou alta: 1,56%.
Embora circunstancial, o saldo cambial positivo de US$ 1,380 bilhão ontem também deve acalmar os mercados. O superávit foi obtido com o ingresso de US$ 1,4 bilhão pelo ABN-Amro Bank para pagamento de 40% das ações adquiridas do Banco Real.
O mercado financeiro tocou os negócios atento à possível divulgação de alguns pontos do programa de ajuste fiscal. Segundo um operador, o mercado não está preocupado só com os detalhes do ajuste, mas se o programa é ou não factível e se haverá muita resistência no Congresso em relação à aprovação das medidas. O interesse tem sido grande, mas a divulgação do pacote apenas depois do segundo turno das eleições e o adiamento da reunião entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e líderes governistas para a apresentação do pacote fiscal, marcada para ontem, não chegaram a perturbar o humor do mercado. A divulgação de algumas metas, já previstas, incluídas no acordo com o FMI, tampouco provocou reação.


