Bolsa volta a liderar ranking de aplicações Tom Morooka
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Agência Estado 
São Paulo A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) venceu a corrida dos investimentos em agosto, pela primeira vez desde fevereiro, com valorização de 6,35%. A rentabilidade das ações medida pelo Índice Bovespa (Ibovespa) foi também a única que superou a inflação de 2,32% calculada pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A alta de 6,35% reduziu a perda da bolsa no ano a 23,53%.
Os ativos reais considerados de risco foram jogados às últimas posições. A lanterninha foi ocupada pelo dólar comercial, com desvalorização de 13,26% em agosto, depois de ocupar a liderança seguidamente nos três meses anteriores, de maio a julho. Ainda assim, o dólar comercial é o segundo mais rentável no ano, com 29,97%, atrás do ouro, que perdeu 11,17% no mês, mas acumula ganho de 44,19% desde janeiro.
O mais rentável na família da renda fixa foram os CDBs para grandes valores, com rendimento líquido de 1,27%. Embora em recuperação, após a crise provocada pela alteração nas regras de cálculo das cotas em fim de maio, os fundos DI, com 1,07%, renderam menos que os de renda fixa (1,13%).
A melhora de cenário desenhada em agosto, a partir de uma coleção de fatores positivos ao mercado, pode, apesar do risco eleitoral, manter a bolsa em alta e o dólar e os juros em baixa em setembro, último mês antes das eleições, em 6 de outubro.
A expectativa de redução do juro básico, de 18% ao ano, pelo uso do viés de baixa pelo Banco Central antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) animou os negócios nos últimos dias de um mês recheado de fatos alentadores que promoveram uma reviravolta no mercado: fechamento do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI); seguidos superávits da balança comercial, que reduziram o déficit nas contas externas; e avanço nas sondagens eleitorais do candidato do governo, José Serra (PSDB).


