As turbulências que varreram as bolsas de valores neste mês não foram suficientes para tirar das ações a condição de investimento mais rentável em novembro. Embora tenha despencado em alguns pregões - em apenas num deles, no dia 12, a Bolsa de São Paulo chegou a recuar 10,2% -, a bolsa paulista fechou o mês com valorização de 4,54%, à frente das aplicações de renda fixa, favorecidas pelo esticão das taxas de juro.
A alta foi insuficiente, contudo, para compensar a desvalorização de 23,83% de outubro. Mas, apesar da instabilidade no mercado, que reduziu significativamente os ganhos das bolsas no segundo semestre, a compra de ações continua sendo o investimento mais rentável no ano. A Bolsa de São Paulo acumula, de janeiro a novembro, uma valorização de 33,44% e a do Rio de Janeiro, de 32,38%.
O mercado de ações foi abalado em novembro, mais uma vez, pelo colapso financeiro nos países da Ásia, sobretudo com o alastramento da crise para a Coréia do Sul e o Japão. A forte baixa das ações nesses dois países agravou a expectativa em torno da extensão da crise para os demais países, inclusive o Brasil.
A forte puxada nos juros e a iniciativa do governo de elaborar um pacote fiscal devolveram certa calma e levaram à reação das bolsas brasileiras. A recuperação fortaleceu-se também com a decisão do governo japonês de socorrer com dinheiro de fundos públicos seu combalido sistema financeiro.
Caderneta Na renda fixa, aliás, o CDB para grandes quantias (acima de R$ 100 mil) voltou a figurar como o investimento mais rentável nesse segmento, garantindo ao aplicador 2,38%. Quem tem pouco dinheiro e optou por CDB, entretanto, conseguiu apenas 1,81%, abaixo da rentabilidade registrada pelos fundos de 60 dias, de 30 dias e da caderneta.
A caderneta de poupança, por sinal, teve em novembro o melhor resultado neste ano. De uma rentabilidade média de 1,15% registrada entre janeiro e outubro, em novembro o rendimento atingiu 2,04%. De qualquer forma, todas as aplicações de renda fixa garantiram em novembro um dos juros reais (acima da inflação) mais polpudos. Isso ocorreu por conta da alta dos juros promovida pelo BC de outubro para novembro.

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