Bolsa tem maior pontuação desde 2013
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
Eulina Oliveira<br>Folhapress 
São Paulo - O otimismo dos investidores com o mercado brasileiro fez o Ibovespa se descolar mais uma vez do exterior e encerrar o pregão desta segunda-feira (17) no maior nível desde janeiro de 2013. O principal índice da Bolsa paulista fechou com ganho de 1,5%, aos 62.696,11 pontos. É a maior pontuação desde 3 de janeiro de 2013 (63.312,46 pontos). O giro financeiro foi de R$ 11,8 bilhões, engordado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 3,815 bilhões.
Em Nova York, os índices acionários encerraram o pregão em baixa, pressionados pelo recuo do petróleo e influenciados pela temporada de divulgação de resultados corporativos do terceiro trimestre. Na Europa, a maioria das Bolsas também teve queda.
Desde a aprovação, em primeiro turno na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos, os investidores elevaram o otimismo em relação à recuperação da economia brasileira, o que tem se refletindo no forte ingresso de capital externo na Bolsa neste mês. O saldo de recursos estrangeiros na Bovespa está positivo em R$ 2,385 bilhões até o dia 13 de outubro.
A viagem do presidente Michel Temer à Índia, em encontro dos líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) contribui para o bom humor dos investidores. "Temer está conseguindo transmitir uma imagem positiva do País, de austeridade fiscal", comenta Alexandre Espírito Santo, economista da Órama Investimentos.
Outro fator que tem impulsionado o mercado doméstico de ações é a perspectiva de queda da taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Politica Monetária (Copom) do Banco Central que termina nesta quarta-feira (19). "A redução de juros torna a renda mais variável ainda mais atrativa ao investidor", diz Alexandre Soares, analista da BGC Liquidez.
As ações da Petrobras continuaram se destacando na Bolsa, mesmo com o recuo do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais terminaram em alta de 3,93%, a R$ 16,90, enquanto as ordinárias subiram 2,84%, a R$ 18,41. O mercado, que já havia aprovado a atual administração da companhia, gostou da nova política de preços da estatal, mesmo com a redução dos preços dos combustíveis.


