Bolsa tem alta de 1,87% e zera as perdas do ano
A valorização de 1,87% no pregão de ontem foi suficiente para neutralizar a perda acumulada no ano pela Bolsa de São Paulo, que desde ontem passou a rodar com ligeira rentabilidade de 0,09%. Em dia que a expectativa esteve voltada ao jogo entre Brasil e Holanda, pelas semifinais da Copa do Mundo da França, a melhora de expectativa em relação à crise econômica no Japão e na Rússia animou algumas compras. O volume negociado foi de R$ 454,566 milhões, superior ao de R$ 362,641 milhões movimentados no dia anterior.
Influenciou positivamente os mercados domésticos basicamente a reversão de expectativas negativas que, na véspera, colocaram as ações em baixa. O governo japonês voltou a acenar com um corte permanente de impostos, desmentido no dia anterior pelo primeiro-ministro Ryutaro Hashimoto. A perspectiva de aumento do consumo e reativação da economia, mediante redução de imposto, anima os investidores, ainda que o governo não tenha definido medidas para o saneamento do sistema financeiro japonês. A Bolsa de Tóquio fechou com alta de 0,40% e o iene valorizou-se para algo em torno de 138 ienes por dólar.
A notícia de que os pontos de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) serão divulgados nesta semana freou a queda livre desenhada pela Bolsa de Moscou. Depois de mergulhar numa baixa de até 8,62%, a Bolsa de Moscou reagiu e fechou com a baixa diluída a 4,51%. O acordo com o FMI, se sacramentado, deve levar a uma liberação de recursos estimados em torno de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões que levariam a uma recomposição das reservas russas e permitiriam a defesa do rublo, a moeda da Rússia, estancando a fuga de capitaisdo país.
Além de zerar a perda no ano, a valorização de ontem ampliou a rentabilidade acumulada no mês para 5,45%. A manutenção de alta nas Bolsas, contudo, vai depender da perspectiva de uma estabilização do mercado internacional, com a perspectiva de solução das crises econômicas no Japão e na Rússia.Arquivo FolhaDesmentidoO primeiro-ministro Ryutaro Hashimoto: boas notícias vêm do JapãoAgência Estado





