Um pouco de tudo, compondo um cenário de expectativas mais favorável, assegurou novo pregão de valorização, a terceira seguida, das Bolsas domésticas. A de São Paulo disparou duas horas antes do encerramento dos negócios e fechou o dia com alta de 5,41%. O movimento financeiro também permaneceu em expansão, para R$ 547,283 milhões, com a continuidade de compras, embora ainda discretas, de ações pelos investidores estrangeiros. No Rio, a bolsa fechou em alta de 5,34%.
O clima não é de euforia nos pregões, mas operadores têm notado que as vendas cessaram e as compras estão aumentando gradualmente, sobretudo por parte dos fundos de ações. A virada de Mário Covas sobre Paulo Maluf na preferência dos eleitores paulistas para o governo do Estado, apontada pelas pesquisas de opinião, teria elevado a aposta do mercado no sucesso do ajuste fiscal, segundo analistas.
O avanço da Bolsa de Nova York, que resistiu às vendas para realização de lucros obtidos em seguidos pregões de alta, também deu suporte às Bolsas domésticas. Em certos momentos do dia, contudo, o mercado ignorou o declínio no exterior e manteve-se em alta, sugerindo maior capacidade de sustentação, sem se perturbar com o recuo momentâneo das ações em Nova York.
Após a ‘‘mega entrada’’ de dólares da terça-feira, o fluxo cambial voltou à normalidade ontem, registrando saldo parcial líquido negativo em US$ 393 milhões até por volta das 19 horas. Pelo câmbio comercial - que inclui as contratações de importação e exportação mais a conta financeira de capitais -, o fluxo era negativo em US$ 151 milhões, enquanto o flutuante registrava saídas de US$ 242 milhões.

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