A percepção de que a tramitação da reforma da Previdência avança sem grandes percalços, combinada com o ambiente internacional relativamente tranquilo, garantiu um dia de ganhos do Índice Bovespa nesta quinta-feira (13). O índice marcou 98.773,70 pontos, com ganho de 0,46%. A repercussão positiva da matéria só não atingiu as ações do setor financeiro. Estas reagiram negativamente à inclusão no relatório da retomada das cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos pelas alíquotas vigentes até dezembro do ano passado. Banco do Brasil ON teve queda de 1,59%, enquanto Itaú Unibanco PN perdeu 1,79% e Bradesco PN, -1,09%.

Moeda americana perde força ante ao real

O relatório da reforma da Previdência na comissão especial, apresentado nesta quinta foi bem recebido pelo mercado de câmbio e o dólar teve um dia de queda. A moeda americana chegou a recuar para R$ 3,83 pela manhã, mas a desvalorização perdeu um pouco de força pela tarde, por conta da alta da moeda americana perante divisas como o euro e a libra e de mercados emergentes como a Turquia e Índia. O dólar à vista fechou em queda de 0,31%, a R$ 3,8549. No relatório da Previdência, os investidores gostaram da economia fiscal da reforma após as mudanças na comissão especial, que ficou em R$ 913 bilhões, ainda perto do R$ 1,2 trilhão do texto original do governo.

Mercado de juros recua e taxas fecham em baixa

O movimento de realização de lucros visto na quarta-feira no mercado de juros, que puxou as taxas levemente para cima, não teve forças para prosperar e elas voltaram a recuar nesta quinta-feira (13). As que mais caíram foram as curtas e intermediárias, refletindo principalmente o cenário de atividade fraca e inflação baixa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2020 fechou em 5,990%, ante 6,078% quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 6,189% para 6,07% e a do DI para janeiro de 2023, de 7,111% para 7,01%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,54%, de 7,631%.

Resultado da PMS alimenta pessímismo para o PIB do 2º semestre

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou alta de 0,3% no volume de serviços em abril ante março, abaixo da mediana das expectativas, de +0,5%. Se não chegou a afetar diretamente as taxas, o dado ajuda a compor o cenário de estagnação da atividade e a alimentar o pessimismo para o PIB do segundo trimestre. A Necton Investimentos, por exemplo, reviu sua estimativa de 0,8% para 0,5%. A consultoria britânica Capital Economics agora espera 0,8%, de 1,5%. Na curva, segundo a Quantitas Asset, a precificação para a Selic para o Copom de junho é de -5,5 pontos. Nos longos, o mercado continuou reduzindo prêmios com a melhora da percepção de risco fiscal e político.

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