Agência Estado
De São Paulo
A migração dos recursos da renda fixa para as ações manteve as bolsas de valores irrigadas nesta quinta-feira. A Bovespa fechou em alta de 1,20%, com volume negociado forte, de R$ 821 milhões. O carro-chefe do índice da carteira teórica paulista, Recibo de Telebrás PN, subiu 2,13%, cotado a R$ 196,10.
Muito dos recursos dos fundos DI está indo para o mercado acionário. Além disso, o dinheiro recebido pelos acionistas com dividendos, ou oriundo de operações de fechamento de capital, acaba voltando para as Bolsas, criando um bem-vindo ‘‘círculo virtuoso’’, para usar um termo que a equipe econômica tanto gosta.
Este vigor acaba afugentando os vendedores do mercado, movimento que valoriza ainda mais as ações. ‘‘Quem está comprado não vai se desfazer dos papéis agora’’, comentou um executivo. Mais e mais, o mercado se convence de que passar a virada do bug comprado em ações é o melhor negócio do milênio.
Pelo segundo dia consecutivo, o dólar fechou ontem na cotação máxima do dia. Mais uma vez, o Banco Central apenas observou a movimentação do mercado, sem intervir. Operadores atribuem a alta do câmbio ao fluxo negativo em virtude do número de vencimentos de títulos. No final da tarde desta quinta-feira, o dólar encerrava em alta de 0,32%, cotado a R$ 1,8720.
Para esta sexta-feira, mais uma vez, acredita-se em novas pressões no câmbio pelo mesmo motivo de anteontem e de ontem: vencimento de títulos. Mas há também um outro ponto, observado por um operador, que ajudou a sustentar as cotações do dólar nesses dois dias. Foi o aumento do volume de contratos de câmbio de exportação. ‘‘Quando o dólar começou a cair, apareceram exportadores temendo que os preços caíssem demais’’, explicou o operador.

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