Bolsa sobe; dívida será rolada
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quinta-feira, 13 de agosto de 1998
Agência Estado 
A Bolsa de São Paulo subiu 3,49% ontem, após nove dias consecutivos de queda. O C-bond, título da dívida externa brasileira, teve recuperação surpreendente:
passou de 64,50% do valor de face anteontem para 69,38% ontem, uma alta de 4,88 pontos percentuais. A Bolsa do Rio subiu 2,54%. Entre os motivos da recuperação, estão as notícias de que o FMI e os sete países mais ricos do mundo que compõem o G-7 vão se unir para buscar uma saída para a Rússia.
O mercado de ações brasileiro ignorou a queda de 1,09% em Nova York. O banco HSBC, com perdas fortes em Hong Kong, puxou para baixo a Bolsa de Valores de Londres, que caiu 1,15%.
A crise asiática encurtou os prazos de vencimento dos títulos da dívida pública, disse ontem o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães. Por isso, foi necessário ampliar o Orçamento deste ano em mais R$ 68,3 bilhões. O valor adicional permitirá emitir papéis para substituir os títulos que estarão vencendo. Não é a dívida que aumentou, mas cresceu o número de rolagens da dívida no ano, comentou. O que estamos pedindo é simplesmente para rodar a dívida até dezembro.


