Bolsa sobe 6,5% e apura alta de 14,8% em dois pregões
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quarta-feira, 04 de novembro de 1998
Agência Estado 
Mercado está otimista com a votação de destaques da reforma da Previdência, hoje, mas uma frustração de expectativas pode estimular vendas para realização de lucros. A Bolsa de Valores de São Paulo apurou valorização de 6,56%, a segunda consecutiva. Somada com a alta de 7,79% de sexta-feira, a Bolsa acumula uma rentabilidade de 14,86% nos dois últimos pregões. A força de alta estaria expressando, segundo analistas, uma aposta na derrubada dos três destaques da reforma previdenciária em votação prevista para a noite de hoje na Câmara dos Deputados. Na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, alta foi de 7,43%.
A expectativa favorável deu maior mobilidade ao mercado doméstico, que iniciou os negócios ajustando o passo à alta das ações sustentada pelas Bolsas de Nova York e européias na segunda-feira, feriado no País. A alta foi estimulada ainda pela redução das taxas de juros pelos bancos centrais de Portugal, Espanha e Suécia. São países que estão calibrando os juros para a integração monetária européia do próximo ano, mas o corte dos juros não deixaria de contribuir também para ativar a economia afetada pela crise global.
O movimento de alta foi reforçado também pela participação, embora modesta, de investidores estrangeiros na compra, segundo operadores. O avanço no mercado à vista contagiou o mercado futuro de Índice Bovespa (IBovespa), que fechou no nível mais elevado do dia, indicando valorização de 6,18% até o próximo vencimento, em dezembro.


