Bolsa sobe 2,6% e acumula ganho de 21,2% no mês
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quinta-feira, 19 de novembro de 1998
Agência Estado 
O mercado de ações estará acompanhando o depoimento, previsto para a manhã de hoje, do ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, no Senado. Nele, o ministro deve explicar as denúncias de que tentara favorecer um grupo no leilão de privatização da Telebrás. Se as explicações do ministro forem convincentes, o mercado pode dar continuidade às altas.
A Bolsa de São Paulo resistiu à realização de lucros no pregão de ontem. Após recuar 0,62% no início dos negócios, pressionada por vendas, a Bolsa reagiu e fechou com valorização de 2,61%, a quarta seguida. Segundo operadores, as vendas de investidores domésticos, interessados em embolsar lucros, foram absorvidas pelas compras do capital estrangeiro. A Bolsa do Rio fechou com alta de 3,55%.
A impressão de analistas é que o novo corte dos juros básicos norte-americanos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) estimulou compras de ações domésticas pelo investidor estrangeiro porque expressa a preocupação dos EUA de impedir o agravamento da crise no País.
As taxas de juros dos CDBs recuaram 0,50 ponto pocentual, na mesma proporção do corte promovido pelo Banco Central no juro do overnight, que recuou de 38% ao ano para 37,50%. Quem aplicou em CDB pela taxa mais elevada, de 32%, foi remunerado com 1,87% líquido por 30 dias.


