Bolsa sobe 1,56% e acumula alta de 29% no mês
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sábado, 28 de novembro de 1998
Agência Folha 
A Bolsa de São Paulo subiu 1,56%, acumulando uma valorização de 29% no mês. O volume de novos compradores, inclusive estrangeiros, foi forte. O mercado girou R$ 599,11 milhões. A turbulência dos grampos já passou e as medidas de ajuste estão sendo aprovadas sem problemas. O clima é de otimismo.
A Bolsa de Nova York, depois do feriado de Ação de Graças ontem, fechou mais cedo, às 16h de São Paulo, em alta de 0,20%. Os papéis das empresas de petróleo ganharam preço em Wall Street, com a possibilidade de fusão entre a Exxon e a Mobil. O índice Nasdaq, das empresas de alta tecnologia, atingiu patamar recorde.
O BC brasileiro atuou no over, o mercado por um dia, e baixou a taxa de juros em 0,2 ponto percentual. Tomou dinheiro emprestado a 34,60% ao ano, contra 34,80% ao ano ontem. Os investidores continuaram a criticar o BC por causa da mudança, ontem, no ritmo de corte dos juros, de 0,5 ponto ao dia para 0,2.
Segundo especialista de banco estrangeiro, o BC poderia ter esperado para fazer a mudança. Ao fazer alterações abruptas próximas ao final do mês, quando vencem os contratos futuros, o BC deixa o mercado nervoso, disse. Há os que apostam que o BC vai cortar os juros com mais força na próxima reunião do Copom, o Conselho de Política Monetária, no dia 16. A Tban, o teto dos juros do over, iria para 30% ao ano, contra os 42,25% atuais. Mas os juros nos mercados futuros continuaram a subir com força ontem, assim como as projeções de desvalorização cambial.
No mercado à vista, o dólar ficou pressionado e atingiu R$ 1,2005. O BC não interveio e a evasão de divisas, até as 19h30, era de US$ 98 milhões, com um acumulado de US$ 1,5 bi no mês.


