Bolsa repete alta. Mercado de renda fixa espera Copom
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terça-feira, 10 de novembro de 1998
Agência Estado 
O mercado de renda fixa resolveu adotar uma postura mais conservadora nesta semana, à espera do Comitê de Política Monetária (Copom), aparando todas as arestas do otimismo exagerado que prevaleceu na semana passada. As projeções de juros subiram em relação ao fechamento de sexta-feira. Houve, certo, uma realização de lucro nos contratos de DI, já que os preços tinham subido muito na quinta e na sexta, mas isso não explicaria tudo.
A Bolsa de São Paulo resistiu às vendas para realização de lucros e à forte baixa do Índice Dow Jones, do mercado de ações de Nova York, e chegou ao fim do pregão com sinal positivo (0,34%). Foi a sexta valorização consecutiva e a quinta deste mês, período em que acumula uma rentabilidade de 16,96%. A aposta firme de que aqui o Banco Central está inclinado a promover significativo corte nos juros foi um dos principais fatores de sustentação das Bolsas domésticas. O mercado está otimista e convencido de que o BC não tem mais por que não baixar os juros depois que o Congresso concluiu a reforma da Previdência e o País está a um passo de um acordo com o FMI. O mercado não reagiu negativamente à informação, divulgada à tarde, de que o acordo com o FMI não seria anunciado ontem e tampouco à notícia de bisbilhotice telefônica contra o presidente Fernando Henrique e importantes auxiliares que poderia ser supostamente utilizada em chantagem contra governo.
O volume movimentado pela Bolsa de São Paulo, de R$ 494,503 milhões, foi 27,20% inferior ao de sexta-feira. Segundo operadores, a participação do capital estrangeiro estaria segurando o mercado. A Bolsa do Rio fechou em alta, ontem, de 0,26%.


