Subiu
Kroton

Desceu
Dólar

Bolsa renova recorde pela 10ª vez neste ano

Alta de todas as blue chips
contribuem com resultado
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (23) em novo recorde histórico, o décimo de 2019. No fechamento, marcou 96.558,42 pontos em alta de 1,53% com o apoio de todas as blue chips, inclusive da Petrobras, que destoou da depreciação do petróleo. Na máxima do dia, o índice foi a 96.560 pontos (+1,53%), novo recorde intraday. O giro financeiro foi de R$ 14,3 bilhões. A líder do ranking de maiores altas do Ibovespa foi a Kroton. A empresa divulgou projeções em que prevê uma expansão do Ebitda entre 1% e 5% em relação ao ano passado, uma surpresa positiva. Para as linhas de lucro líquido e receita líquida, a Kroton projeta estabilidade este ano em relação a 2018.

Perspectivas sobre falas de
ministros puxa movimento
As perspectivas reformistas e pró economia de mercado reforçadas por ministros em Davos e em Brasília colaboraram para esse recode na Bolsa. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a prioridade número um é a reforma da Previdência. Na avaliação dele, o governo Bolsonaro "foi eleito por conta da agenda econômica". Guedes também afirmou que será possível levantar US$ 20 bilhões com privatizações e zerar o deficit neste ano. Em complemento, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo planeja realizar o leilão do excedente de petróleo do pré-sal no terceiro trimestre de 2019 e estimou a arrecadação com a cessão onerosa em R$ 100 bilhões.

Dólar cai ao seguir outras
moedas de emergentes
O dólar quebrou uma sequência de seis altas seguidas e fechou com a maior baixa em 13 sessões, ao recuar 1,13%, para R$ 3,7624. A queda da moeda americana em vários países emergentes, como Turquia, México e África do Sul, ajudou a retirar pressão no câmbio aqui, mas bateu mínimas na parte da tarde com declarações do ministro Paulo Guedes, que disse que vai zerar o deficit primário neste ano por meio de privatizações. Além disso, reforçou que a reforma da Previdência é a prioridade número um do novo governo. Até o dia 18, o fluxo cambial é positivo em US$ 1,2 bilhão. No mesmo período do começo de 2018, entraram US$ 4,4 bilhões líquidos.

Taxas de juros tiveram
baixa em toda a curva
Os juros futuros tiveram baixa em toda a curva, principalmente na ponta longa, apoiados na queda significativa do dólar em um ambiente de inflação ancorada e de maior confiança na condução de reformas estruturais do País. Ao final dos negócios na B3 na etapa estendida, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 fechou em 6,46%, ante 6,47% do ajuste da última terça-feira (22). O DI para janeiro de 2021 projetou 7,20%, de 7,23%. O vencimento de janeiro de 2023 terminou o dia com taxa de 8,29%, ante 8,35% da véspera. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 projetou 8,79%, de 8,86%.

mockup