Como costuma ocorrer em véspera de feriado, o dia foi morno na Bovespa. No período da tarde, os investidores realizaram lucros e o Ibovespa fechou em queda de 0,07%. O volume financeiro somou R$ 497 milhões. No mês, contudo, o índice da carteira teórica paulista acumulou ganho de 3,32%. No ano, ainda há perda de 2,24%.
Propiciou a realização de lucros a reação até negativa do mercado argentino em relação ao apoio do FMI aos cortes anunciados por Domingo Cavallo, a concessão do perdão pelo não-cumprimento das metas fiscais no primeiro trimestre e o anúncio da antecipação da liberação de US$ 1,3 bilhão, pelo Fundo, do pacote de blindagem financeira ao país vizinho. A Bolsa de Buenos Aires ontem fechou em baixa de 3,06%.
A atitude mais cautelosa dos investidores brasileiros teve ainda uma motivação política. Há grande expectativa com a acareação entre a ex-diretora do Prodasen Regina Borges com os senadores José Roberto Arruda e Antonio Carlos Magalhães, que acontece na quinta-feira.
Nesta segunda-feira o mercado de juros teve um dia de poucos negócios, motivo bastante para que as taxas projetadas não representem um movimento sólido. Os juros futuros subiram em relação à sexta-feira passada. Operadores relacionaram como motivos o déficit da balança comercial de US$ 73 milhões na quarta semana de abril e as perspectivas negativas de arrecadação na Argentina. O juro projetado pelo DI outubro subiu para 20,76% ao ano, ante 20,19% de sexta-feira passada. O DI junho projetou juros um pouco mais baixos, de 17,81%, ante 17,86% do fechamento anterior. E o DI a termo de um ano subiu para 21,40%, ante 20,87% do último fechamento.
O dólar voltou a fechar em baixa nesta segunda-feira, que teve fraco volume de negócios. O dólar começou o dia em forte queda, chegando a recuar 1,04% para R$ 2,18.

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