São Paulo - A BM&FBovespa continua com os esforços de popularização do mercado de ações, com investimentos de R$ 20 milhões previstos para este ano. No final do segundo trimestre, havia cerca de 530 mil investidores pessoas físicas no mercado, que respondiam por cerca de um terço do volume negociado na Bolsa. O diretor presidente da Bolsa, Edemir Pinto, espera que esse número se chegue a cinco milhões de investidores nos próximos cinco anos.
As iniciativas de popularização do mercado tiveram início em 2002 e foram ampliadas este ano com a criação do programa ''BM&FBovespa vai ao campo'' e a estreia de um programa de educação financeira numa rede de TV, segundo Pinto. ''Outras iniciativas estão em negociação e devem ser anunciadas em breve'', afirmou o executivo, durante teleconferência com a imprensa.
Além das pessoas físicas, a bolsa pretende atrair os recursos de investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras. ''Com a queda dos juros, esses investidores cada vez mais precisarão buscar uma rentabilidade mais adequada para ao seu patrimônio'', observou. O diretor da BM&FBovespa destacou ainda os esforços de atrair investidores estrangeiros, com o reforço na equipe de vendas nos escritórios de Nova York e Londres, além da reformulação do escritório em Xangai.
Lucro cresce 13,9%
A BM&F Bovespa registrou um lucro líquido de R$ 188,1 milhões no seguindo trimestre deste ano, resultado 13,9% superior ao lucro líquido pró-forma do mesmo período de 2008. A receita líquida, no entanto, foi de R$ 378,2 milhões no trimestre passado, uma queda de 14,7% em relação ao mesmo trimestre de 2008. Na comparação semestral, houve queda de 17,3%, totalizando R$ 694,8 milhões.
As despesas operacionais do segundo trimestre atingiram R$ 128,2 milhões, 13,6% menores que um ano antes. As despesas operacionais ajustadas aos itens sem impacto no caixa, como a depreciação e o plano de opções de compra de ações dos funcionários, foram de R$ 104,9 milhões, 25,3% abaixo das despesas ajustadas do segundo trimestre de 2008, em linha com a meta de R$ 450 milhões para 2009.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 259,9 milhões, 14,2% inferior ao segundo trimestre do ano passado, e de R$ 436,7 milhões no primeiro semestre deste ano, uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.
A margem Ebitda manteve-se estável na comparação do trimestre passado (68,7%) com o segundo trimestre de 2008 (68,6%).
O conselho de administração da BM&F Bovespa aprovou a distribuição de R$ 175 milhões, dos quais R$ 141,5 milhões em juros sobre capital próprio e R$ 33,5 milhões em dividendos.

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