O que uma pessoa de 40 anos, com dois filhos, mulher e casa própria pode fazer para ter uma velhice digna e segura? Com aplicações mensais de R$ 400 reais até 65 anos, o investidor terá juntado R$ 759 mil, se os juros permanecerem em 12% ao ano, como vem acontecendo no mercado de renda variável - Bolsa de Valores - até então. Os riscos, como dizem os especialistas, existem. Porém, no caso de um investidor de 40 anos, que nunca atuou no mercado, escolher um conhecedor do assunto é a saída mais prudente para quem não tem tempo de entender e se dedicar ao assunto.
O economista e dono da Método Investimentos, Hélio Augusto Lot, informa que antes de tudo é interessante ter uma poupança que garanta a sobrevivência do investidor por seis meses, antes mesmo de investir na Bolsa de Valores. Outro ponto importante: só entre no mercado quando as ações estiverem desvalorizadas, pois é a hora de comprar para ganhar no longo prazo.
Dito isso, é recomendável procurar uma corretora no site www.bolsadevalores.com.br, ver as taxas dos serviços cobrados por elas, o investimento mínimo exigido e em que corretora pretende-se aplicar o patrimônio. Lot lembra que o investidor de 40 anos não tem mais tempo de recuperar seu capital em caso de perda, por isso, a orientação é aplicar em fundos de ações.
O investidor de 40 anos entra no fundo de ações comprando cotas, ou seja, a quantia investida determinará quantas cotas de ações ele terá entre os investidores do fundo. Quem investe mais, tem mais cotas. A medida em que o rendimento vai gerando dividendos, o dinheiro é reinvestido pelo gestor na compra de mais ações, aumentando a participação do investidor no fundo.
Ao gestor cabe escolher uma cesta diversificada de ações, desde siderúrgicas, bancos, fertilizantes, petrolíferas entre outras companhias que valorizam dia-a-dia seu capital na Bolsa. ''A diversificação de papéis (ações) evita que o investidor perca por ter aplicado apenas numa companhia''.
Imóveis
Investir em imóveis pode não ser algo rentável nos dias de hoje, considerando a média de 12% de rentabilidade ao ano na Bolsa de Valores. Caso uma pessoa de 40 anos queira investir nesta área, Lot pondera que a venda rápida (liquidez) de um terreno, flat, ponto comercial, apartamento, residência é ''difícil''. Outro aspecto, é que o imóvel sofre uma depreciação (desvalorização) pelo tempo e pelo uso. A contratação de um corretor representa outro custo. ''Estes custos ocultos acabam fazendo com que imóvel não seja um bom investimento. Agora, ter a casa própria é de suma importância'', afirma Lot.
Entretanto, o economista pondera que a diversificação de capital é a base de qualquer educação econômica. Ter imóveis, como ter capital investido em câmbio, ouro, renda fixa entre outros investimentos podem ser decisivos em momentos de crise financeira.

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