São Paulo - Depois de três meses seguidos na última posição do ranking mensal dos investimentos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o mês de julho no topo, com alta de 10,8% no período. Especialistas dizem que a curva de alta, semelhante à registrada no índice Dow Jones (7,8% no mês), demonstra que a expectativa sobre o desempenho da economia mundial já está mais otimista, fato que diminui a aversão ao risco dos investidores.
A recuperação em julho, no entanto, ainda não foi suficiente para reaver as perdas acumuladas desde o início de 2010. Levando em conta o período de janeiro a julho, a Bovespa ainda amarga queda de 1,56%. ''No primeiro semestre do ano, uma série de dúvidas, inclusive sobre a política fiscal de alguns países da Europa, impactou a bolsa'', lembra o economista da Gradual, André Perfeito.
Para Manuel Enriquez Garcia, professor da Faculdade de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (FEA/USP), os resultados da Bovespa só não foram melhores porque ainda há o imbróglio da capitalização da Petrobras, que tem sido uma força contra a alta da bolsa.
A rentabilidade das aplicações que acompanham a taxa básica de juros (Selic) e a poupança também tiveram melhora em julho, já refletindo as altas da Selic nos últimos meses. A caderneta que havia rendido 0,56% em junho avançou para 0,62% em julho. Os fundos DI renderam 0,67% em julho e os fundos de renda fixa 0,65%.

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