Bolsa lidera ranking das aplicações
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terça-feira, 31 de março de 1998
Agência Folha 
A Bolsa de Valores de São Paulo liderou o rankiing das aplicações em março, fechando o mês com alta de 13,02%. Neste ano a valorização do Bovespa já alcança 17,2%, mais do que o dobro dos investimentos em juros. Entre os ativos de risco, a melhor performance depois da Bolsa foi obtida em março pelo ouro. O preço do grama subiu 2,13%, mas essa valorização não deve estimular investimento no metal. Ouro não é aplicação. É reserva de valor em momentos de hiperinflação, o que não é o caso atual.
Na renda fixa, a liderança ficou novamente com o CDB de grande investidor, aquele que aplica de R$ 200 mil para cima. Papel prefixado adquirido no dia 2 de março rendeu 2,33% brutos num período de 22 dias úteis, o que representa 1,86% líquido de Imposto de Renda (20% sobre o rendimento).
Os FIFs renderam menos do que o normal, comparados ao CDB, porque costumam acompanhar mais o CDI (juro interbancário), que caiu bastante depois que o juro básico surpreendeu e recuou de 34,5% para 28% ao ano. Na média, o FIF de 60 dias rendeu 1,65% líquido, e o de 30 dias, 1,58%. A poupança não ficou tão longe (1,40% no mês cheio) porque é prefixada.


