Bolsa lidera aplicações em maio
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sexta-feira, 30 de maio de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - As bolsas de valores confirmaram em maio, mais uma vez, o bom desempenho que vêm apresentando desde o início do ano. Neste mês, a bolsa paulista avançou nada menos de 13,64% e a carioca, 10,71%. A valorização acumulada pelas bolsas nos cinco primeiros meses do ano está em 61,14% em São Paulo e em 52,69% no Rio de Janeiro. Mas em junho as bolsas de valores tendem a passar por um período de maior instabilidade.
Embora tenham oferecido rentabilidade bem mais modesta que a das bolsas, as aplicações de renda fixa garantiram ganho real (acima da inflação) para o investidor. Até mesmo o rendimento médio dos fundos de curto prazo (0,35%) superou a inflação medida pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que fechou maio em 0,21%.
Os CDBs para quantias superiores a R$ 100 mil foram as aplicações mais rentáveis da renda fixa, com remuneração líquida de 1,37%. Os fundos de 60 dias ficaram em segundo lugar, com 1,25%. A caderneta de poupança rendeu, no mês de maio, 1,14%.
Apesar de ter ficado logo atrás das bolsas, acumulando alta de 2,15%, o ouro não é opção rentável de investimento. O baixo volume de metal movimentado no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) provoca bruscas oscilações de preço, que é influenciado também pela variação das cotações internacionais. A cotação do dólar paralelo confirmou as expectativas: fechou maio no mesmo nível do fechamento de abril, portanto com variação nula no mês.


