São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou excelente desempenho em janeiro, com valorização de 14,73%, e atingiu o topo das aplicações. Para o administrador de investimentos Fábio Colombo, a valorização da Bolsa decorre da melhora na percepção da alta dos juros nos Estados Unidos, com o mercado estimando que atinja de 4,75% a 5% ao ano nos próximos meses, o que proporcionou firmes altas nas bolsas mundiais.
A segunda posição do ranking foi sustentada pelo ouro. O grama do metal negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) subiu 5,70%. De acordo com Colombo, o ouro continua apresentando alta forte no mercado internacional. Para ele, do mesmo modo que os fundos cambiais, o ouro é uma opção conservadora ainda atraente para a diversificação dos investimentos.
As posições seguintes foram ocupadas pelas aplicações em renda fixa. A mais rentável, entre as opções de investimento remuneradas por taxas de juros, foi o CDB para valores superiores a R$ 100 mil, com rendimento médio bruto de 1,37%, seguidos pelos fundos DI e de renda fixa, ambos com 1,24%, também bruto. A caderneta de poupança, com rentabilidade de 0,73%, foi a única opção de renda fixa abaixo da inflação calculada pelo IGP-M de 0,92% em janeiro.
O dólar comercial não escapou, mais uma vez, da última colocação da corrida dos investimentos, com desvalorização de 4,73% em janeiro. O principal motivo do recuo foi a redução na oferta de contratos nos leilões de swap cambial reverso promovidos pelo Banco Central.

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