Bolsa inicia semana em queda com aversão global ao risco
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
AGÊNCIA ESTADO 
Ibovespa fecha em queda de 0,98%, aos 94.412 pontos
O ambiente externo negativo e a percepção de que o governo não terá vida fácil nas negociações da reforma da Previdência no Congresso pautaram os negócios no mercado acionário doméstico nesta segunda-feira (11). Apesar de uma leve recuperação no fim do pregão, com declarações do presidente Jair Bolsonaro à TV Bandeirantes de que pode ter alta até o fim da semana, o Ibovespa fechou no vermelho, dando sequência à toada negativa da semana passada, quando caiu 2,57%. Com máxima de 95.498,93 pontos (+0,16%) e mínima de 93.736,67 pontos (-1,68%), o Ibovespa fechou em queda de 0,98%, aos 94.412,91 pontos.
Ações da Vale recuam 2,64% e as da Petrobras, 1,15%
As ações da Vale recuaram 2,64%, enquanto os papéis preferenciais da Petrobras perderam 1,15%. No bloco financeiro, as perdas foram generalizadas, com destaque negativo para as ações do Banco do Brasil, que recuaram 2,96%. Ao ambiente negativo lá fora se somou uma diminuição na crença de que o governo conseguirá aprovar no Congresso uma reforma da Previdência robusta nos próximos meses. Temas espinhosos como a idade mínima podem empacar as negociações. Na avaliação da consultoria Eurasia, o início dos trabalhos no Congresso derrubou as expectativas de um trâmite acelerado da reforma da Previdência.
Moeda dos EUA tem alta de 0,99% e fecha a R$ 3,7649
O dólar teve nesta segunda-feira (11) o quarto dia consecutivo de alta e terminou em R$ 3,7649 (+0,99%). Foi a terceira maior valorização entre os principais emergentes, considerando uma cesta de 24 moedas. Com a agenda doméstica esvaziada, o câmbio acabou sendo influenciado pelo noticiário externo. A segunda-feira foi marcada por aumento da aversão ao risco dos investidores internacionais, por conta de dúvidas sobre os rumos das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, e temor de piora da economia europeia, após dados fracos de crescimento do Reino Unido, o que fortaleceu o dólar, tanto ante divisas de emergentes como países desenvolvidos.
Taxa DI para janeiro de 2021 encerra a de 7,23%
Os juros futuros terminaram o dia perto da estabilidade, com viés de baixa, definido na reta final da sessão regular. Ao longo da segunda-feira, porém, davam sequência ao movimento recente, com avanço nas taxas, mas o volume de contratos negociado na B3 esteve abaixo do padrão. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava em 6,505%, de 6,521% no ajuste de sexta-feira, enquanto o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 7,23%, de 7,252% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 8,362% para 8,34% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,882% para 8,86%.


