Bolsa inicia semana com recuo do petróleo e Previdência
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Ibovespa fecha sessão em queda de 0,66%
Em meio ao tombo do petróleo no mercado internacional e à cautela em relação ao andamento da reforma da Previdência no Congresso, o Ibovespa operou durante toda tarde na contramão das bolsas em Nova York e encerrou o pregão, em queda, perto do piso dos 97 mil pontos. Com máxima de 98.189,91 pontos e mínima de 97.087,23 pontos, o Ibovespa fechou em queda de 0,66%, aos 97.239,90 pontos, com queda em bloco das ações do setor financeiro e perdas da Petrobras.
Ações da Petrobras caem com preços do petróleo
O Índice Bovespa até ensaiou uma alta no início dos negócios, mas a maré virou no mercado doméstico com o tombo das ações da Petrobras, na esteira do mergulho das cotações do petróleo. A ação PN da petroleira fechou em queda de 1,58%, enquanto os papéis ON recuaram 2,40%. O recuo mais acentuado das ações ordinárias seriam consequência de decreto do governo, publicado no diário oficial de sexta-feira (22), que dá bandeira verde para os bancos federais venderem papéis da companhia quando as condições de mercado forem mais vantajosas.
Cotação do dólar termina perto da estabilidade
O mercado de câmbio terminou em compasso de espera, na expectativa por detalhes da tramitação da reforma da Previdência e por uma série de eventos previstos para os próximos dias, no Brasil e no exterior. O dólar chegou a cair a R$ 3,72 pela manhã, seguindo o enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional, mas na parte da tarde chegou até a ensaiar alta e terminou o dia perto da estabilidade. O dólar à vista fechou em leve alta de 0,08%, a R$ 3,7437, enquanto a moeda americana caiu ante outros emergentes, como a Turquia e a África do Sul.
Taxas de juros refletem preocupação com reforma
O mercado de juros começou a semana sob cautela e com taxas em alta a partir do miolo da curva, refletindo as preocupações com o andamento da reforma da Previdência. No fechamento das 18h, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,470%, de 6,440% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2021 encerrou em 7,12%, de 7,051% no ajuste de sexta-feira (22), e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,24%, de 8,152%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 8,76% (máxima), de 8,682%.


