Bolsa inicia ano como a vedete do mercado financeiro
Agência Estado
De São Paulo
Os primeiros dias de 2000 estão confirmando o cenário mais otimista projetado para esta virada de ano. E a tendência é de continuidade desse quadro mais favorável, a menos que ocorra uma forte instabilidade no mercado financeiro internacional, diz Rogério Mori, economista-chefe do Banco Santos. A inflação mais baixa e o cenário fiscal positivo neste começo de ano mantêm a Bolsa como a grande vedete, comenta.
A vitória do governo no Congresso, ao aprovar na semana passada a emenda que propõe a desvinculação de receitas da União, é fato animador, diz. Ela sugere que o governo tem posto em votação projetos exaustivamente negociados com os parlamentares, o que reforça a possibilidade de aprovação também de outras propostas, como a da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O cenário é convidativo à atração de investidor estrangeiro à Bolsa, o que, combinado com maior procura também do investidor doméstico por ações, por causa do desapontamento com o nível considerado baixo dos juros, tende a manter a Bolsa em alta. Os sinais de inflação declinante apontam que a tendência das taxas de juros é de queda.
O conservadorismo é a palavra-chave na administração da política de juros, afirma. Isso significa que o Banco Central pode esperar mais um pouco para ver a quantas anda a inflação, antes de decidir por um corte nos juros. Se a avaliação estiver correta, a taxa básica de juro, mantida em 19% ao ano desde setembro, pode ficar onde está na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira.
A única variável de risco, embora menor que tempos atrás, é a economia e os juros nos Estados Unidos. Mas não se espera um solavanco nos juros, na reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), em 1º de fevereiro. Se houver necessidade, o Fed deverá mover a alta lentamente, com um ajuste máximo de 0,25 ponto porcentual.
Embora a Bolsa se tenha valorizado bastante, existe ainda espaço para novas altas, acredita Mori, que sugere um fundo de ações para quem tem maior tolerância ao risco e um fundo de carteira livre para o investidor que aceita apenas algum risco. Já o fundo DI é para quem admite o menor risco do mercado.





