Bolsa fecha em forte alta e fluxo cambial é positivo
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sexta-feira, 06 de novembro de 1998
Agência Estado 
O otimismo do mercado foi além da aprovação da reforma da Previdência. Os investidores ensaiaram vendas, mas a disposição de compra foi maior e a Bolsa de São Paulo fechou com alta de 5,71%, a terceira da semana e a quarta consecutiva. A valorização em três pregões da semana está em 14,83%, que é também a do mês, até agora. A vistosa rentabilidade pode estimular realização de lucros, mas ninguém arrisca palpite sobre o rumo do pregão de hoje. A Bolsa do Rio fechou ontem com alta de 5,16%.
O Índice Bovespa (IBovespa), que mede a variação das principais ações, fechou ontem acima de 8 mil pontos, em 8.092 pontos, pela primeira vez desde meados de agosto, quando a moratória russa deu início à crise nas Bolsas. O volume, de R$ 679,293 milhões, foi ligeiramente superior ao da véspera e contou com maior participação de capital estrangeiro na compra.
A vitória do do governo na votação da reforma da Previdência reforçou a expectativa positiva, comenta Kazuhiro Miyamoto, diretor do Banco AGF-Braseg. A impressão do mercado é que o governo está disposto a defender com vigor a aprovação do pacote de ajuste fiscal. O otimismo com a proximidade de acordo com o FMI, a interrupção de alta dos juros no overnight e a vitalidade da Bolsa de Nova York, além do fluxo cambial positivo de US$ 144 milhões até as 19h, também favoreceram as Bolsas.
No mundoDepois das fortes altas apuradas nos últimos pregões, a maioria dos mercados acionários internacionais recuou ontem, num dia marcado por vendas para embolsar os ganhos recentes. A exceção ficou por conta da Bolsa de Valores de Nova York, que encerrou o dia com alta de 132,3 pontos, ou 1,51%, depois de cair 68,2 pontos, ou 0,78%. O Índice Dow Jones fechou no nível mais alto desde 28 de julho, a 8.915,47 pontos.
Os mercados europeus tiveram um dia marcado por vendas para embolsar os ganhos recentes. A Bolsa de Londres, por exemplo, caiu 2,54%. As bolsas de Frankfurt e de Paris fecharam em baixa de 0,62% e 2,39%. As quedas também estiveram relacionadas a realizações de lucros.
Na Bolsa de Tóquio, o movimento de realização de lucros foi disparado por conta da expectativa de que o governo adie os cortes nos impostos. O Índice Nikkei fechou em baixa de 1,28%, depois do avanço da véspera de 4,12%.


