Bolsa fecha em alta; juro reage mal ao Copom
Agência Estado
De São Paulo
O mercado acionário doméstico se saiu bem na véspera de feriado prolongado. O Ibovespa alcançou 15.203 pontos, com alta de 1,85%, fechando na máxima do dia, por conta das operações de tesouraria dos grandes bancos no final do dia. Nem o sinal negativo da Nasdaq, que escorregou 62,5 pontos, foi capaz de mudar o humor do investidor brasileiro. Já o volume financeiro foi fraco. Somou apenas R$ 421 milhões, porque muitos enforcaram a quinta-feira.
Para a próxima semana, o cenário internacional mais uma vez deve dar a direção do mercado interno. Apesar da alta do Dow Jones de ontem, que conquistou 169 pontos (+1,58%), os players acreditam que tanto a tradicional bolsa de Wall Street quanto a Nasdaq devam operar em queda nos primeiros dias da semana, na sequência do movimento de correção de preços. Os preços de alguns papéis tanto da nova quanto da velha economia estão ainda muito elevados e não devem se sustentar por muito tempo, considerou um analista de mercado internacional.
No cenário doméstico, os investidores não foram impactados pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em manter a taxa Selic em 18,5% (já esperada) e de suspender seu viés de baixa. As justificativas apresentadas pelo Banco Central, na decisão de anteontem, foram bem aceitas pelos players de bolsas. As considerações do diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, com relação ao ambiente externo (principalmente a alta volatilidade das bolsas americanas), a questão FGTS e os preços de petróleo foram consideradas conservadoras, porém prudentes para o atual cenário.
O mercado de juros reagiu muito mal à decisão do Copom, de retirar o viés de baixa da Selic. E promoveu nova rodada de alta das projeções de taxas para os próximos meses, nos contratos negociados na BM&F. O contrato para outubro fechou projetando 20,35% ao ano.
As mesas de operações de câmbio operaram em ritmo lento e sem sobressaltos nesta quinta-feira, já que o mercado externo registrou menores oscilações do que aquelas que semearam insegurança no mundo dos negócios na semana passada. Ao final da tarde, a moeda norte-americana estava valendo R$ 1,7780, com alta de 0,11% sobre o fechamento de anteontem.(Marcia Pinheiro, Cristina Canas e Roseli Loturco)





