Curitiba - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firmou uma parceria com a Petrobras para popularizar os investimentos em ações. O objetivo é fortalecer o mercado de capitais como alternativa para acelerar o desenvolvimento da economia. A Bolsa pretende estimular parte da poupança das pessoas físicas para financiar o crescimento das empresas, que vai gerar mais empregos, impostos, renda, o que justifica um investimento de alcance social, disse Jesse Lobato Grimberg, gerente regional da Bovespa.
Com o programa de popularização, a Bovespa conseguiu elevar em mais de 50% os investimentos de pessoa física nos últimos cinco anos. Os pequenos investidores passaram a procurar a Bolsa, desde que o governo permitiu que os trabalhadores aplicassem parte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce.
Conforme a parceria, os analistas da Bovespa vão percorrer todas as unidades da Petrobras, devendo atender um público estimado em 100 mil pessoas. Segundo Grimberg, o investidor em bolsa tem que ter consciência que o investimento em ações é de risco e que está se tornando um sócio da empresa. Quando a empresa tem bom desempenho, ela remunera os acionistas através da distribuição de dividendos (lucro). O especialista ressalva, entretanto, que como sócio, o investidor fica sujeito aos resultados da empresa, sejam eles bons ou ruins. O investidor pode ter rentabilidade ainda com o ganho no mercado de capitais através da compra e venda de ações, sendo que o sucesso nessa operação depende de um ambiente econômico favorável.
Entre as orientações clássicas para o investidor, pessoa física, é não investir no curto prazo, porque o mercado de ações é muito variável. Qualquer fato político, econômico ou acontecimento internacional de relevância influencia o comportamento das ações, afetando os investidores do curto prazo. ''Quem aplica no curto prazo é especulador e só especula quem é profissional'', avisou Grimberg.
Outra orientação para o pequeno investidor é não aplicar recursos que vai precisar no curto prazo. Segundo o analista, o aplicador tem que separar parte da reserva destinada à poupança, para ser resgatada no longo prazo, que é a forma de se obter rentabilidade no mercado acionário. Para se ter uma idéia do crescimento do mercado no longo prazo, desde 1968 quando foi criado o Ibovespa (Índice Bovespa), o índice cresceu 78 vezes. Enquanto isso, o segundo ativo mais rentável, que foi a caderneta de poupança, cresceu 4,8 vezes no mesmo período. Quem investiu em dólar, perdeu dinheiro ou estabilizou seus recursos. Nesse período, cada R$ 1,00 investido em dólar, resultou num retorno de R$ 0,99.

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