Bolsa Família dá esperanças
Com quatro filhos, entre 10 e 16 anos, Eliane Fernandes dos Santos se vira como pode com os R$ 40 que recebe do programa Bolsa Família. Os cinco vivem juntos em um assentamento, na Zona Leste de Londrina, e recebem o benefício desde 2002. Eliane lembra que até 2006 trabalhava, catando papel, e conseguia ter uma renda um pouquinho melhor, mas teve que parar por conta de um problema de saúde. O ganho do marido, que era carroceiro, também ajudava bastante, porém o casal se separou há alguns meses e, agora, ajuda a família com cerca de R$ 100 por mês.
Com o auxílio do Bolsa a gente compra comida, arroz, feijão, e quando sobra alguma coisa compra material escolar para as crianças ou um remédio, diz Eliane, que deve passar a receber um auxílio municipal de R$ 60. Ela observa que o Bolsa Família é o que tem ajudado a família a sobreviver e dar condições melhores para os filhos. Acho que é um incentivo porque meus filhos têm que ir para a escola, ao posto de saúde e, às vezes, posso até comprar alguma coisa para eles, comenta a dona de casa, que também recebe ajuda de outras pessoas, como roupas e alimentos.
Para quem pensa que as pessoas que recebem algum auxílio do governo se acomodam, Eliane dá um recado: Nunca me acomodei, só não trabalho porque realmente não posso. Minha mãe sempre me ensinou a trabalhar, a ter dignidade. Gostaria era de ter saúde e ganhar meu próprio dinheiro, afirma.
E, como qualquer ser humano, Eliane alimenta muitos sonhos. Como os filhos estão tendo uma oportunidade que ela não teve de ir para a escola ela deseja que eles estudem muito e façam um curso superior para serem alguém na vida. Ela também começou a estudar e quer saber tudo das letras para poder ler a Bíblia. Mas o maior sonho, Eliane conta emocionada: sair do assentamento, ter uma casa própria e móveis bons. (E.Z.)





