Romeo Gacad/France PresseRodada de baixasBolsa das Filipinas, na sexta-feira: foco de tensão do mercado internacional de ações está na Ásia
O clima de otimismo do mercado financeiro, após o leilão de venda da Telebrás, foi atropelado pelas incertezas provenientes do mercado internacional. O segmento mais atingido, com fortes oscilações de preço, foi o de ações. Desta vez, os mercados de juro e de dólar ficaram praticamente à margem dos efeitos da turbulência externa.
Pela avaliação do vice-presidente-financeiro do Banco ABC Brasil, Alfredo Moraes, ‘‘a perspectiva das Bolsas de Valores ainda é de alta’’, embora a tendência no curto prazo seja de instabilidade’’, alimentada pelas fortes oscilações do mercado de Nova York. Por aí, o investimento em ações, no momento, é indicado apenas para quem trabalha com expectativa de rentabilidade num horizonte mais longo. O investidor com esse perfil, segundo Moraes, pode aproveitar para comprar ações, porque os preços estão novamente baixos, após a rodada de quedas que se seguiu às altas ocorridas antes e depois da venda da Telebrás. Os preços dos papéis do setor de telecomunicações, que mais subiram nesse período, passaram por forte desvalorização.
O lote de mil ações preferenciais nominativas (PN) da Telebrás apurou depreciação de 8,83%, desde 28 de julho, véspera do leilão, quando estava valendo R$ 131,30, até sexta-feira, ao fechar cotado por R$ 119,70. Em cinco pregões do mês, todos de baixa, a Bolsa de São Paulo acumulou desvalorização de 12,96%.
Além da confiança do capital estrangeiro no País, indicada pelo elevado ágio na privatização da Telebrás, o cenário para o mercado de ações é promissor, no médio e longo prazo, porque se abre por aqui um novo ciclo de crescimento, comenta o vice-presidente-financeiro do Banco ABC Brasil. A dificuldade para o mercado de ações está no quadro externo, porque ‘‘o comportamento das Bolsas está muito em linha com o mercado internacional’’.

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