Bolsa e títulos da dívida recuam
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sábado, 23 de janeiro de 1999
Agência Folha 
A Bolsa de Valores de São Paulo caiu 1,80% ontem, em reais, e 2,36% em dólares, em um dia de oscilações bruscas e volume negociado menor. Todas as atenções estiveram voltadas para o mercado de câmbio. No total, R$ 344,2 milhões foram negociados ontem com ações, um volume abaixo dos mais de R$ 600 milhões que têm sido registrados desde que o Banco Central deixou o câmbio livre, na sexta-feira da semana passada. No acumulado do ano, a Bolsa subiu 5,97% em reais e caiu 25,58% em dólares.
O mercado de títulos da dívida externa também oscilou de acordo com o mercado de câmbio. Quando o real perdia valor contra o dólar, os títulos da dívida externa perdiam preço. Quando o real se valorizava contra o dólar, os títulos da dívida ganhavam preço.
Quando o mercado de câmbio fechou, às 17h, o mercado de títulos da dívida externa em Nova York, que funciona normalmente até as 19h de São Paulo,
minguou. No final do dia, o C-bond, o título mais negociado, ficou em 52,125% do valor de face, uma queda forte contra os 54% do fechamento de ontem. O C-bond chegou a ser negociado a 54,75% do valor de face, no pico, e a 50,5%, no piso.
O IDU, outro importante título da dívida externa brasileiro, de prazo de vencimento em um ano e dois meses, fechou a 80,25% do valor de face, contra os 83% de ontem.
O Banco Central voltou a atuar no over, o mercado por um dia, e manteve os juros no patamar de 32,5% ao ano, o mesmo de ontem e da quarta-feira. Na segunda-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central alterou o teto e o piso da variação dos juros no over. Na terça-feira, o BC puxou os juros de 30% ao ano para 32% ao ano.
Mas os mercados futuros apostaram que a estabilidade dos juros em torno dos 32,5% ao ano só é válida para este mês. Os contratos para vencimento em fevereiro passaram a projetar taxas menores para janeiro, de 34,07% ao ano, contra 34,39% ontem.
Mas os juros projetados para fevereiro subiram, de 53,63% ao ano ontem para 58,41% ao ano hoje, assim como os projetados para março, de 48,62% ao ano para 52,51% ao ano em março.


