A Bolsa de Valores de São Paulo foi novamente refém dos humores da nova economia americana ontem. O índice da carteira teórica paulista fechou em queda de 1,01%, enquanto a Nasdaq recuou 3,65%. Da mesma forma que anteontem, o mercado doméstico tentou resistir ao tombo das ações da nova economia em Nova York e, em certa medida, conseguiu. O volume financeiro em São Paulo somou R$ 605 milhões.
A queda da bolsa paulista também foi atribuída, por alguns operadores, a rumores de que uma revista semanal teria edição antecipada nas bancas hoje. Nesta edição, traria mais revelações sobre a suposta conexão entre a Encol e o ex-secretário da Presidência Eduardo Jorge.
Em Nova York, o dia foi péssimo para o setor de tecnologia. O mercado reagiu mal ao prejuízo de US$ 317 milhões da Amazon.com no segundo trimestre, que fechou em baixa de 13%. Já a Nokia alertou que seus lucros poderão não ser tão expressivos no restante do ano.
Os juros futuros subiram um pouco nesta quinta-feira, a despeito de o mercado estar tranquilo com os fundamentos econômicos e de o cenário político não ter apresentado novos fatos negativos. Operadores atribuem a ligeira alta a um movimento de realização de lucros.
O dólar não pára de cair. Ontem, fechou em queda de 0,45%, cotado a R$ 1,78. O fluxo cambial continua empurrando para baixo a cotação da moeda norte-americana. Na BM&F, os contratos de câmbo futuro também caíram ontem, fechando com projeção de R$ 1,7820 para agosto e R$ 1,7985 para setembro.

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