Bolsa e dólar #balançam# mas recuam em dia de altos e baixos no mercado
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Depois de subir pela manhã até 0,68%, para R$ 2,067 preço mais alto desde março de 1999 , o dólar comercial recuou à tarde por causa de vendas para realização de lucros. O comercial fechou cotado na venda a R$ 2,047, com queda de 0,29%, que reduziu a zero a variação acumulada pela moeda frente ao real neste mês. Mas, neste ano, o ganho acumulado está em 4,92% frente ao real.
Segundo analistas de bancos dealers, o monitoramento do BC tem sido diário, mas sem interferência efetiva, porque o câmbio é livre. Ontem, no entanto, como o comercial a R$ 2,067 atingiu o preço mais alto desde março de 1999, a atuação do BC poderia estar sinalizando que esse patamar é alto demais, considerando os fundamentos favoráveis da economia brasileira e que o cenário externo, embora preocupante , não justificaria tamanho avanço de preço.
Nos Estados Unidos, a previsão da Intel, maior fabricante mundial de chips para computadores, de redução de 25% no lucro do primeiro trimestre, derrubou a Nasdaq, que fechou em queda de 5,35%. O índice Dow Jones também não resistiu e encerrou em queda de 1,97%. No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 1,08%, entre a mínima de R$ 2,045 (-0,39%) e a máxima de R$ 2,067 (+0,68%).
O mercado de juros devolveu boa parte do exagero da alta de anteontem, a partir do momento em que detectou recuo do dólar e forte compra de títulos da dívida externa brasileira. Mas registrou muita volatilidade durante boa parte do dia, o que ainda desautoriza avaliações sobre tendências.
O mercado de ações teve uma sexta-feira agitada, com muita volatilidade. Como se não bastassem as crises de Argentina, Paraguai e Japão somadas à instabilidade nos Estados Unidos o mercado ainda está atento ao que poderá ser divulgado no fim de semana pelas revistas semanais em relação ao cenário político brasileiro. Nesse quadro, a Bolsa de Valores de São Paulo despencou 1,29% ainda no período da manhã. À tarde, apesar de o quadro externo continuar ruim, o mercado doméstico reagiu. A Bovespa encerrou o pregão com queda de apenas 0,63%.
(Marisa Castellani, Silvana Rocha e Mário Rocha)


