São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo terminou o semestre como a melhor opção de investimento, com ganhos de 9,49%. Em maio, a Bolsa perdeu 9,5% e, em junho, subiu 0,28%. Se for considerado apenas o mês de junho, o investimento em aplicações que seguem a oscilação das taxas de juros foi a melhor escolha. O dólar, que disparou 11,30% em maio, terminou o mês com queda de 6,80%. No ano, a moeda tem baixa de 6,84%.
O desempenho positivo da Bovespa no acumulado da primeira metade do ano foi acompanhado de perto pelas ações da Petrobras. Boa notícia para quem tem parte de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aplicado nos fundos abertos com ações da petrolífera: a rentabilidade em 2006, até o dia 28, estava em 13,61%. Já os fundos Vale do Rio Doce/FGTS deram retorno mais tímido, de 2,05%, no período.
No mês passado, investimentos como fundos DI e CDBs (Certificados de Depósito Bancário) foram destaque de retorno. Os fundos DI pagaram na média 1,30% no mês. Os CDBS pagaram taxa máxima de 1,18%. Apesar de a taxa básica de juros brasileira (a Selic, que está em 15,25% anuais) estar em um processo de reduções, ainda se mantém em um patamar elevado. Como a Selic serve de parâmetro para as outras taxas praticadas no mercado financeiro, aplicações como o DI têm dado bons resultados. Os fundos de renda fixa também tiveram um bom retorno no mês de junho - 1,07%, na média, até o último dia 28.

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