A Bolsa de Valores do Paraná está quase pronta para o leilão de privatização do Banestado, marcado para terça-feira, mas ainda falta um dos principais símbolos da venda: o martelo. A bolsa paranaense não possui a ferramenta e por isso a pediu emprestada para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O martelo deve chegar ao Paraná na segunda-feira, véspera do leilão. Deve ser trazido pelo gerente do pregão da Bovespa, Ricardo Nogueira.
Pelas regras de um leilão não é necessário que ocorra a batida do martelo para que o arremate seja considerado válido. Mas a tradição reza que este procedimento seja feito. Foi assim em todos os últimos leilões de privatização de empresas federais, casos da Telebrás e a Vale do Rio Doce.
‘‘Podemos apenas declarar o vencedor do leilão, sem dar a batida do martelo, mas ele é um símbolo interessante de ser usado’’, afirmou, ontem, o superintendente da Bolsa de Valores do Paraná, Amauri Angelo Stocchero.
O tradicional martelo da Bovespa tem história e preço. Feito de madeira de lei, maciço, ele tem valor em torno de R$ 10 mil. No leilão do Banestado, o instrumento só será usado numa segunda etapa. A primeira forma de venda do banco se dará com a entrega de envelopes lacrados. Cada operador dos bancos qualificados encaminha a sua proposta, o que acontecerá às 10 horas.
No caso de as duas maiores ofertas apresentarem diferença de 80% nos valores, parte-se para a segunda forma de venda, que é o viva-voz. É aí que entra em ação o martelo, sinalizando que o Banestado tem novo dono. (C.M.)