Bolsa do Álcool espera vender a R$ 0,25/litro
Marcos Zanatta
A Bolsa Brasileira de Álcool (BBA), criada no início do ano para organizar a distribuição de álcool combustível, começa a operar no começo de julho junto às distribuidoras. A expectativa das usinas ligadas à bolsa é garantir maior agilidade nas vendas e melhoria nos preços.
O presidente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), Anísio Tormena, acredita que o litro pode alcançar R$ 0,25 a R$ 0,32. O valor ainda é menor que o custo de produção, de R$ 0,36, mas melhor que o preço praticado na safra passada, em torno de R$ 0,20. O preço estava inviabilizando o setor, disse.
O valor pago pelas distribuidoras no ano passado provocou uma transferência de renda na ordem de R$ 4 bilhões para setores como a distribuição e revenda. Isso porque enquanto as usinas vendias o litro a R$ 0,16 e até R$ 0,15, os consumidores pagavam R$ 0,60.
As usinas que aderiram à BBA esperam negociar em torno de 600 milhões de litros ao mês pela bolsa, volume que representa 66% da demanda nacional que é de 900 milhões de litros. A quantidade é expressiva porque até maio passado não estávamos vendendo quase nada, disse o dirigente.
As medidas adotadas pelo governo, de aumentar a mistura de álcool a gasolina em mais 2%, podendo chegar a 26% e a proibição do MTBE no Rio Grande do Sul, também são pontos considerados positivos pelo setor. Tormena destaca ainda que a criação da frota verde e a mistura de álcool ao diesel, já testado no transporte coletivo, pode melhorar ainda mais as condições de comercialização. Ele acha que a mistura e a volta do carro a álcool é a melhor solução contra os níveis de poluição ambiental de algumas cidades.
Incentivo O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio, Celso Lafer, anunciou ontem que o governo vai lançar incentivos adicionais para veículos a álcool. (PÁG.2).





