France PresseMás notíciasPopulares acompanham noticiário na TV sobre queda na bolsa em Hong Kong O mercado financeiro brasileiro sucumbiu à onda de quedas que arrastou ontem as bolsas e diversas moedas no mundo todo, a partir do minicrash da Bolsa de Hong Kong. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou 8,15%, a maior perda em um único dia desde 15 de julho, quando a bolsa paulista despencou 8,51%, refletindo os temores com a crise cambial na Tailândia. A Bolsa do Rio teve queda de 6,82%.
A queda global começou quando a Bolsa de Hong Kong registrou queda histórica de 10%, refletindo o pânico causado pela elevação de 5% para até 300% nas taxas no overnight. As taxas subiram em consequência da atuação da autoridade monetária local no mercado de moedas para sustentar o dólar de Hong Kong.
Nem mesmo o anúncio do modelo de privatização de Telebrás segurou a queda. Nenhuma das ações que compõem o Ibovespa fechou em alta. A maior baixa foi registrada por Eletrobrás PNB, que caiu 11,6%, cotada a R$ 617,00 o lote de mil. Do setor de telecomunicações, Telebrás ON (-9,51%), Telebrás PN (-8,88%) e Telerj PN (-8,08%) estiveram entre as oito maiores perdas da carteira teórica paulista.
Em toda a América Latina os efeitos do minicrash de Hong Kong foram fortemente sentidos. A Bolsa da Cidade do México fechou em queda de 4,54%, e a de Buenos Aires, em baixa de 4,88%. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 186,88 pontos e fechou em queda de 2,33%.
A cascata começou em Paris, onde a bolsa havia fechado em queda de 3,42%, passando por Londres, com queda de 3,06%, até chegar ao Continente Americano. Os países emergentes da América Latina, segundo analistas, são os mais suscetíveis a repetir crises como a do Sudeste Asiático, e por isso os efeitos são mais graves.
Para Desmond Lachman, chefe de pesquisa sobre mercados emergentes da Salomon Brothers em Nova York, ‘‘é natural ver repercussões quando os mercados de uma região caem tanto, mas muitas das economias latinoamericanas estão em forma muito boa e devem ser capazes de aguentar isso’’.
‘‘Minicrash’’ - A Bolsa de Hong Kong registrou ontem queda histórica em pontos ontem, em reação à decisão ao banco central do país de elevar as taxas de juros em resposta aos recentes ataques à moeda local. ‘‘O mercado entrou em pânico’’, disse um operador.
O índice Hang Seng terminou o dia no nível mais baixo em 19 meses, em 10.426,30 pontos, queda de 1.211,47 pontos ou 10%. A Bolsa acumula perdas de 23% nesta semana. O banco central de Hong Kong elevou as taxas de juro no overnight para até 300% para defender o dólar de HK de ataques especulativos. A taxa prime subiu em 0,75 ponto percentual. Com a taxa elevada, o dólar de HK chegou a operar em 7,4850 por dólar na máxima. No entanto, próximo ao fim do dia, o dólar de HK recuava dos maiores níveis atingidos durante o dia, para 7,6965 por dólar às 5h10 (de Brasília), acima de 7,7455 por dólar na abertura e de 7,7499 por dólar ontem.
As principais Bolsas do Sudeste Asiático também caíram. A Bolsa de Cingapura foi uma das mais afetadas, chegando a recuar 6,0%, num pregão de grande movimento.

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