Bolsa de Tóquio sobe 1,4% com acordo europeu; asiáticas apresentam sinais mistos
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Agência Estado 
A redução das preocupações sobre a quebra na zona do euro no curto prazo, após o primeiro passo pela integração fiscal dado pelos líderes europeus na sexta-feira, fez a Bolsa de Tóquio, no Japão, fechar no campo positivo nesta segunda-feira. O índice Nikkei ganhou 117,36 pontos, ou 1,4%, e encerrou aos 8.653,82 pontos, após baixa de 1,5% na sessão da sexta-feira.
Segundo estrategistas, também pesou na recuperação do mercado o sentimento do consumidor dos EUA para dezembro, medido pela Universidade de Michigan e que veio acima das expectativas, e a recente mudança da China para uma política de flexibilização, o que aumenta as expectativas de uma recuperação econômica global.
Mesmo assim, a crise da dívida soberana europeia está longe de terminar. Muito ainda depende da forma como as discussões fiscais irão evoluir daqui para frente, disse Kenichi Hirano, diretor operacional da Tachibana Securities. ''Haverá muitos momentos cruciais'', disse. O foco de curto prazo está em como a agência de classificação de risco Standard & Poor's irá responder ao pacto da semana passada, disseram estrategistas.
As ações mais sensíveis à crise, como a de estaleiros e siderúrgicas, tiveram fortes ganhos com as perspectivas de crescimento global. Mitsui O.S.K. Lines saltou 6,4% e Nippon Steel avançou 3,1%. Toshiba adicionou 3,3%, com notícia positiva sobre sua subsidiária americana Toshiba Westinghouse Electric. Já a Toyota Motor perdeu 0,7%, ao reduzir a previsão de seu lucro líquido para o atual ano fiscal.
Ásia
As Bolsas da Ásia fecharam sem sinal definido nesta segunda-feira - não houve negociações na Tailândia por ser feriado. Houve mercados que reagiram positivamente ao acordo fechado na sexta-feira na reunião de cúpula da União Europeia. Em outras bolsas da região, contudo, persistiram as dúvidas sobre se esse pacto será suficiente para resolver a crise da dívida do euro.
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que apresentou ligeira queda, revertendo os ganhos da sessão da manhã. O índice Hang Seng caiu 10,57 pontos, ou 0,06%, e fechou aos 18.575,66 pontos, com os investidores andando de lado e embalado também pelo declínio nas bolsas da China.
Na China, as bolsas voltaram a fechar no pior nível em 33 meses, por conta de notícia de que a liderança do Partido Comunista não tem planos imediatos para afrouxar a política monetária. O Xangai Composto caiu 1% e terminou aos 2.291,54 pontos, o pior fechamento desde 20 de março de 2009. O Shenzhen Composto perdeu 1,3%, aos 949,77 pontos.
Já na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul teve alta acentuada, com apostas no plano europeu de resgate da zona do euro. O índice Kospi avançou 1,3%, aos 1.899,76 pontos.
Em Taiwan, a Bolsa de Taipei fechou em alta, mas em baixo volume, com os investidores ficando de lado enquanto a crise da dívida da UE se desenrola. No ambiente doméstico, a disputa presidencial acirrada para a eleição de janeiro colabora com as incertezas. O índice Taiwan Weighted avançou 0,81%, aos 6.949,04 pontos.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, encerrou o dia em alta. Os investidores ficaram mais aliviados ao ver os mercados reagirem bem às medidas tomadas após o encontro de líderes da Europa. O índice S&P/ASX 200 avançou 1,18%, aos 4.252,80 pontos.
Já nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou em baixa. O índice PSE retrocedeu 0,38%, aos 4.276,34 pontos.
Na Malásia, o índice KLCI, composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, adicionou 0,5% e terminou aos 1.467,10 pontos, em negociação instável.
A Bolsa de Cingapura encerrou em ligeira alta. O Straits Times Index subiu 0,24% e terminou aos 2.701,15 pontos.
Na Indonésia, o mercado seguiu o embalo da maioria das bolsas da região, o que fez o índice composto da Bolsa de Jacarta ganhar 0,9%, aos 3.792,149 pontos.


