Bolsa de SP segue NY e tem queda de 4,01%
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
Agência Folha 
A Bolsa de São Paulo caiu ontem 4,01%, para acumular alta de 1,87% no mês. No ano, a queda é de 35,34%. Na expectativa das eleições, do pacote de ajuda dos países ricos e do FMI e das medidas a serem anunciadas pelo governo, os investidores estão atentos principalmente ao cenário externo que, ontem, foi razão para pessimismo.
A começar pela Ásia. A notícia do rebaixamento da nota do crédito da Nomura Securities, o principal banco de investimento do Japão, caiu como um furacão em um mercado já insatisfeito com a redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros básica dos EUA. O resultado foi a queda de 3% na Bolsa de Tóquio, com reflexos em toda a Ásia.
O Fed (banco central dos EUA), ao reduzir os juros, tomou a medida correta na hora correta. Mas, por outro lado, a decisão foi uma ducha de água fria. Mostrou que a exuberância acabou mesmo , disse James Ferraz Alvim Neto, da Safic e do conselho da BM&F. Ao baixar os juros, o Fed reconheceu que, se nada for feito, até a economia norte-americana vai entrar em recessão.
As Bolsas de Valores caíram também na Europa. Londres apresentou desvalorização de 0,95%. Nos EUA, o tombo chegou a 2,94%, com os lucros menores de empresas e bancos. O mercado de títulos da dívida externa também despencou. O C-bond, o papel mais negociado, bateu na cotação de 59% do valor de face, contra 62,1% de ontem.
Os investidores voltaram a correr para o porto mais seguro do mundo, o título do Tesouro dos EUA. Os papéis com vencimento em 30 anos atingiram os preços mais altos da história, e os juros mais baixos. Pela primeira vez as taxas ficaram em patamares inferiores a 5%: 4,978% ao ano.


