Bolsa de SP reage e sobe 4%, mas dólar fecha em nova alta
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Das agências De São Paulo 
O real alcançou ontem sua pior cotação frente ao dólar nos últimos anos, pressionado pela situação de crise na Argentina, que provocou nervosismo no mercado brasileiro apesar dos favoráveis indicadores econômicos. As Bolsas norte-americanas e argentina encerraram os negócios em alta e o Banco Central cedeu às pressões das instituições financeiras e aceitou pagar juros maiores sobre as NBC-Es (títulos corrigidos pela variação do dólar).
O governo anunciou também que tomará mais empréstimos no mercado japonês. Porém, como nos sete dias anteriores, a moeda norte-americana valorizou-se mais um pouco diante do real alta de 0,36%. O dólar fechou cotado a R$ 1,935 para a venda.
Sem dúvida, o que mais tem influenciado o mercado de câmbio brasileiro são as notícias nada otimistas da vizinha argentina. Ontem a Nasdaq fechou em alta de 1,32%. O índice Dow Jones (da Bolsa de NY) valorizou-se 0,52%, e o índice Merval (da Bolsa Argentina), 4,05%.
Pelas expectativas que tudo isso gera no mercado, o dólar poderia muito bem ter fechado em baixa. No entanto as notícias só serviram para conter um pouco a cotação da moeda, que chegou a ser negociada a R$ 1,949. O dólar comercial já acumula alta de 7,4% no ano e chegou ao mesmo nível que estava em novembro do ano passado. O dólar paralelo chegou no meio do dia a 2,040 para compra e 2,080 para venda. No final do dia, fechou a R$ 2,03 e R$ 2,06.
Depois de cinco pregões consecutivos em baixa, a Bovespa disparou 4,08%, para fechar no melhor momento do dia, em 14.223 pontos. O volume financeiro somou R$ 562 milhões. O índice futuro avançou 5,19%, para 14.580 pontos. A Bovespa vinha ensaiando descolar da Nasdaq desde quarta-feira. Ontem, o impulso de compra na bolsa paulista se sobrepôs ao mercado norte-americano até mesmo quando a queda da Nasdaq superava os 4%. A meia hora do encerramento dos negócios, a Nasdaq inverteu a mão para fechar em alta de 1,32%. A senha foi dada.
O mercado continua reticente em relação ao petróleo (cujo contrato para dezembro fechou em alta de US$ 0,75, para US$ 33,71). Analistas observaram que a ata da última reunião do Copom, divulgada ontem, reflete a perspectiva de aumento dos combustíveis


