Bolsa de SP bate recorde de pontos e dólar sobe 0,2%
Agência Estado
De São Paulo
O volume financeiro da Bovespa atingiu R$ 3,478 bilhões ontem, um giro extraordinário mesmo levando-se em conta que nesta segunda-feira houve o acerto de contas entre comprados e vendidos em opções. O Ibovespa fechou com valorização de 2,17%, acima dos 15 mil pontos (15.109 pontos), um novo recorde histórico. O Recibo de Telebrás PN em alta de 1,49%, cotado a R$ 203,50. Das ações que compõem o índice da carteira teórica paulista, apenas sete fecharam em baixa.
Para encerrar o ano, o mercado apenas espera a reunião do Federal Reserve dos EUA, que acontece hoje (leia nesta página). A maioria dos dealers ouvidos pela Agência Dow Jones acredita que os juros se manterão estáveis, mas o mercado está dividido em relação ao viés, que poderia mudar de neutro para alta. A reunião começa ao meio-dia (de Brasília) e, a julgar pelos padrões anteriores, o anúncio será feito às 17h15.
Enquanto a bolsa subia, o dólar teve um comportamento errático. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 1,796 e a máxima de R$ 1,814, para fechar em R$ 1,812, alta de 0,22% em relação a sexta-feira. Apesar deste fechamento, o mercado descarta qualquer mudança de tendência dos preços, que ainda é de baixa. Acontece que a liquidez se manteve extremamente estreita ontem. Qualquer lote de importação ou exportação mexeu nas cotações, explicou um executivo. Segundo ele, este será o movimento do dólar até o fim do ano: ziguezague. Por isso mesmo, acredita, o Banco Central deverá se manter longe do mercado.
Duas notícias positivas foram bem recebidas pelo mercado ontem, mas não chegaram a interferir nos negócios. São elas, o IPC da Fipe, que registrou alta de 1,01% na segunda quadrissemana (leia na página 2) abaixo da expectativa do mercado e os resultados positivos das contas públicas divulgadas ontem pelo BC (leia ao lado). Tanto uma quanto a outra já estavam no preço, disse um analista.





