Uma enxurrada de investimento estrangeiro na Bolsa de São Paulo trouxe os preços das ações para cima, 3,52% ontem. As votações favoráveis ao ajuste fiscal também animaram o mercado, em um dia fraco em Nova York (alta de 0,14%). Os estrangeiros compraram as ações das empresas resultantes da cisão da Telebrás, que chegaram a representar 31% dos negócios à vista ontem. Já é possível caracterizar tendência de redirecionamento dos investimentos.
As empresas que nasceram da Telebrás começaram a ser negociadas em Nova York na segunda-feira da semana passada. Os estrangeiros, ontem e anteontem, deixaram de se concentrar apenas no Recibo, um clone do que era a Telebrás, e investiram nas novas teles em Wall Street.
Entre as dez ações mais negociadas, os destaques foram Tele Norte Leste Participações PN (sem direito a voto), com alta de 12,50%, e Tele Celular Sul PN, com valorização de 12,28%. Houve casos, entre os papéis menos negociados, de alta de 63,2%, como o da ação PN da Tele Centro Oeste Celular. Entre as ‘‘filhas da Telebrás’’, as empresas que haviam apresentado maior valorização tiveram queda em suas cotações, como Telesp Participações PN e Embratel Participações PN, que caíram 0,87% e 0,94%, respectivamente.
Neste mês, a Bolsa já acumula alta de 26,42%, com o índice Bovespa, das ações mais negociadas, em 8.909 pontos, o patamar mais alto desde o dia 10 de agosto, de antes da moratória da Rússia.
O BC atuou no over, o mercado por um dia, e reduziu os juros anuais em 0,5 ponto percentual, para 35%. No câmbio a evasão de divisas foi de US$ 150 milhões ontem, até as 19h30.

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